O levantamento “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” divulgado no domingo (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que 59,6% dos brasileiros com 16 anos ou mais afirmam ter medo de sofrer agressão física em razão de suas escolhas políticas ou partidárias. Isso representa 6 a cada 10 brasileiros, ou aproximadamente 99,4 milhões de pessoas.
Segundo o estudo, 2,2% da população, o equivalente a cerca de 3,6 milhões de pessoas, relatou ter sido vítima desse tipo de violência no último ano.
Apesar de elevado, o índice representa queda em relação a 2022, quando 68% dos entrevistados declaravam esse receio.
Com 214 casos em 2022, violência política cresceu 335% no Brasil em três anos
O relatório atribui o patamar anterior ao ambiente de forte polarização durante a campanha eleitoral daquele ano. Os dados atuais indicam redução da percepção de risco, embora o sentimento de insegurança permaneça disseminado.
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A pesquisa aponta diferenças conforme o perfil dos entrevistados:
Entre as mulheres, 65,5% afirmam temer agressões motivadas por posições políticas, enquanto entre os homens o índice é de 53,1%.
Já a vitimização efetiva é maior entre o público masculino: 2,9% relataram ter sofrido agressões, ante 1,5% das mulheres.
O recorte econômico também evidencia desigualdade. Nas classes D e E, 64,2% dos entrevistados manifestam medo de violência política, percentual superior ao registrado entre as classes A e B, de 54,9%.
A ocorrência de agressões também é mais elevada entre os grupos de menor renda: 3,5% disseram ter sido vítimas, contra 2,2% entre os mais ricos.
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O relatório destaca ainda a influência do crime organizado sobre a expressão política em determinadas regiões. A presença de facções criminosas ou milícias nos bairros foi reconhecida por 41,2% dos brasileiros entrevistados.
59,5% dos moradores evitam falar sobre política por receio de represálias desses grupos;
61,4% dos residentes afirmam que o crime organizado exerce influência moderada ou forte sobre as decisões e regras de convivência do bairro;
A vitimização por agressão política nessas áreas (3,3%) é superior à média nacional (2,2%).
🔎 A pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” foi realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre os dias 9 e 10 de março de 2026. A margem de erro geral para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O estudo teve abrangência nacional e contou com uma amostra total de 2.004 entrevistas realizadas em 137 municípios.
Segundo o estudo, 2,2% da população, o equivalente a cerca de 3,6 milhões de pessoas, relatou ter sido vítima desse tipo de violência no último ano.
Apesar de elevado, o índice representa queda em relação a 2022, quando 68% dos entrevistados declaravam esse receio.
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A vitimização por agressão política nessas áreas (3,3%) é superior à média nacional (2,2%).
🔎 A pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” foi realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre os dias 9 e 10 de março de 2026. A margem de erro geral para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O estudo teve abrangência nacional e contou com uma amostra total de 2.004 entrevistas realizadas em 137 municípios.
