Fachin: ‘Defender as instituições sem idolatrá-las’
Em um momento de desgaste para o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, Edson Fachin, afirmou que o Judiciário pode ser alvo de críticas com o objetivo de aperfeiçoamento e disse que a magistratura precisa ser resiliente “diante das incompreensões e dos ataques”.
A fala do presidente do Supremo abriu a 1ª Reunião Preparatória para o 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizada no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“É possível, simultaneamente, criticar as instituições para aperfeiçoá-las e preservá-las como patrimônio civilizatório. […] Somos profissionais vocacionados. Não desconhecemos as adversidades do nosso tempo. Precisamos ser resilientes diante das incompreensões e dos ataques — por vezes infundados — dirigidos às nossas atividades e às prerrogativas da magistratura. Mas é precisamente nesses momentos que somos chamados a reafirmar a nossa essência. Que jamais nos falte serenidade para decidir. Firmeza para agir. Sabedoria para discernir”, afirmou Fachin.
Em seu discurso, Fachin disse que o mundo um desafio de “impedir que a morosidade, a desigualdade ou a descrença fragilizem a confiança da cidadania nas instituições republicanas”.
“A legitimidade do Poder Judiciário repousa exatamente nisso: no merecimento cotidiano da confiança pública, construído pelo trabalho silencioso, responsável e íntegro de cada magistrada e de cada magistrado brasileiro”, disse Fachin.
Desde que assumiu a presidência do STF, Fachin articula a aprovação de um código de conduta para definir regras para os tribunais superiores. A relatora é a ministra Carmen Lúcia.
O Supremo foi levado ao centro do Caso Master após a revelação de supostas conexões entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro, Daniel Vorcaro, dono do banco e que está preso.
Toffoli era o relator das ações do Master no STF, mas deixou o posto após ser revelado que empresas ligadas ao Master compraram a participação da família do ministro em um resort de luxo no Paraná.
Quando a Alexandre de Moraes, foi revelado pelo Jornal O Globo que Daniel Vorcaro mandou mensagens para o ministro do Supremo Alexandre de Moraes no dia em que foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025.
Além disso, o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci, tinha um contrato com o Master que previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos. Segundo dados da Receita Federal, o banco pagou R$ 80,2 milhões em 22 pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões entre 2024 e 2025.
Em um momento de desgaste para o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, Edson Fachin, afirmou que o Judiciário pode ser alvo de críticas com o objetivo de aperfeiçoamento e disse que a magistratura precisa ser resiliente “diante das incompreensões e dos ataques”.
A fala do presidente do Supremo abriu a 1ª Reunião Preparatória para o 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizada no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“É possível, simultaneamente, criticar as instituições para aperfeiçoá-las e preservá-las como patrimônio civilizatório. […] Somos profissionais vocacionados. Não desconhecemos as adversidades do nosso tempo. Precisamos ser resilientes diante das incompreensões e dos ataques — por vezes infundados — dirigidos às nossas atividades e às prerrogativas da magistratura. Mas é precisamente nesses momentos que somos chamados a reafirmar a nossa essência. Que jamais nos falte serenidade para decidir. Firmeza para agir. Sabedoria para discernir”, afirmou Fachin.
Em seu discurso, Fachin disse que o mundo um desafio de “impedir que a morosidade, a desigualdade ou a descrença fragilizem a confiança da cidadania nas instituições republicanas”.
“A legitimidade do Poder Judiciário repousa exatamente nisso: no merecimento cotidiano da confiança pública, construído pelo trabalho silencioso, responsável e íntegro de cada magistrada e de cada magistrado brasileiro”, disse Fachin.
Desde que assumiu a presidência do STF, Fachin articula a aprovação de um código de conduta para definir regras para os tribunais superiores. A relatora é a ministra Carmen Lúcia.
O Supremo foi levado ao centro do Caso Master após a revelação de supostas conexões entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro, Daniel Vorcaro, dono do banco e que está preso.
Toffoli era o relator das ações do Master no STF, mas deixou o posto após ser revelado que empresas ligadas ao Master compraram a participação da família do ministro em um resort de luxo no Paraná.
Quando a Alexandre de Moraes, foi revelado pelo Jornal O Globo que Daniel Vorcaro mandou mensagens para o ministro do Supremo Alexandre de Moraes no dia em que foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025.
Além disso, o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci, tinha um contrato com o Master que previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos. Segundo dados da Receita Federal, o banco pagou R$ 80,2 milhões em 22 pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões entre 2024 e 2025.
