
Dos fios às vitrines: como nascem as peças da FestMalhas
Crédito: Divulgação.
Antes de chegarem às vitrines da 48ª FestMalhas, as peças em tricô passam por um processo que envolve planejamento, criação e produção ao longo de vários meses. Em Jacutinga (MG), reconhecida como a Capital Nacional das Malhas, cerca de 1.100 empresas do setor trabalham intensamente para desenvolver coleções que atendam às tendências do inverno e às expectativas do público que visita o evento.
O ciclo de produção começa ainda no encerramento da edição anterior da feira. Estilistas e empresários acompanham o comportamento do mercado, analisam tendências e definem cores, modelagens e matérias-primas.
“A gente termina uma FestMalhas já pensando na próxima. É um trabalho contínuo de pesquisa e desenvolvimento”, explica a empresária Mariana Alves, que atua no setor de confecção há mais de 15 anos.
Dos fios às vitrines: como nascem as peças da FestMalhas
Crédito: Divulgação.
Nas malharias, o processo ganha escala com o uso de tecnologia aliada à tradição. Máquinas modernas permitem precisão e agilidade na produção, enquanto a mão de obra especializada garante acabamento e identidade às peças. O tricô retilíneo, principal característica da produção local, exige conhecimento técnico e atenção aos detalhes.
“Cada peça passa por várias etapas até chegar ao padrão que queremos apresentar ao cliente”, afirma o produtor João Batista Ferreira.
Após a etapa de confecção, os produtos seguem para revisão, acabamento e organização das coleções. É nesse momento que as peças ganham forma final e são preparadas para exposição. Diversas maras preservam o processo de aplicação de acabamentos manualmente, o que mantem a exclusividade das peças. As vitrines de Jacutinga, cuidadosamente montadas, refletem todo esse trabalho e apresentam ao público uma grande diversidade de estilos, desde peças mais clássicas até propostas contemporâneas.
Dos fios às vitrines: como nascem as peças da FestMalhas
Crédito: Divulgação.
Para os empresários, a feira representa o ponto alto de todo esse processo. “É quando conseguimos mostrar o resultado de meses de dedicação e medir a aceitação do público”, destaca Carlos Henrique Souza, proprietário de uma malharia local.
A expectativa é que, com a presença de cerca de 200 mil visitantes, a edição de 2026 fortaleça ainda mais o setor e amplie as oportunidades de negócios.
Mais do que uma vitrine de produtos, a FestMalhas revela o trabalho de uma cadeia produtiva que envolve desde a escolha dos fios até a entrega final ao consumidor. Um processo que ajuda a consolidar Jacutinga como referência nacional na produção de moda em tricô.
Crédito: Cristiane Carvalho – Acrescenta Assessoria de Comunicação
