Papéis e móveis estão entre itens retirados em limpeza de casa de idoso no AC: ‘Insalubre’, diz secretário


Equipes de limpeza seguem recolhendo resíduos da casa de idoso acumulador em Rio Branco
A limpeza da casa do idoso que acumulava lixo e objetos no bairro Jardim Tropical, em Rio Branco, já dura quase uma semana. Ao g1, a Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade (SMCCI) informou que foram retiradas mais de 50 toneladas de resíduos do local até a última sexta-feira (8).
Entre os principais objetos removidos estão papéis e móveis como cadeiras, armários, sofás e outros itens volumosos que estavam no local. De acordo com o secretário da SMCCI, Tony Roque, um familiar do idoso está fazendo a seleção dos objetos. A ação teve início na última quarta-feira (6).
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“É por isso que está tendo essa demora. […] São muitos objetos e está demorando devido a ter um familiar que faz essa seleção do que pode e o que não pode [ser descartado]. E os [itens] volumosos incluem essas partes: armário, cadeira, sofá, geladeira, fogão”, detalhou.
O secretário informou ainda que o encerramento do mutirão está previsto para a próxima quarta-feira (13). Além disso, a ação conta com a disponibilidade de 22 trabalhadores entre garis, margaridas e encarregados.
Limpeza da casa de idoso que acumulava lixo em Rio Branco entra no sexto dia
Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre
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O descarte dos objetos, segundo Tony, está sendo feito da forma adequada e sendo encaminhados para o aterro de inertes e Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (Utre).
“É o destino certo deles. Lá [casa do idoso] está muito insalubre. Os nossos colaboradores tiveram que usar produto [de limpeza] e também o material de EPI, para se proteger mesmo. Estamos levando água sanitária, levando os produtos ideais pra fazer essa limpeza”, explicou.
Além da SMCCI, a ação também mobiliza equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Seasdh), da Vigilância Sanitária, Controle de Zoonoses, Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) e Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
Entre os principais objetos removidos da casa do idoso estão papéis e móveis como cadeiras, armários e sofás
Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre
Lixo acumulado
Nos dois primeiros dias de limpeza, equipes de diversas secretarias da capital retiraram 11 caçambas de entulho somente da área externa da casa do idoso, o equivalente a 26 toneladas de resíduos.
Das onze caçambas utilizadas, duas foram destinadas para o recolhimento de materiais recicláveis, que estão sendo encaminhados pela coleta seletiva. Trator e caminhão também estão sendo utilizados.
Os objetos pessoais do idoso que forem encontrados precisam ser preservados e devolvidos a ele.
Primeiro dia de limpeza começou na parte externa da casa; no 2º dia, onze caçambas de entulho foram retiradas
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Também há atuação no resgate de animais como gatos encontrados no local e na destinação correta dos materiais recolhidos, que estão sendo levados ao aterro sanitário.
Moradores da região acompanham a limpeza com alívio após anos convivendo com mau cheiro, insetos e animais peçonhentos no entorno da residência. A situação era alvo de reclamações da vizinhança há pelo menos quatro anos.
O morador da casa que estava internado após passar por cirurgia já recebeu alta da UTI. Conforme a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Seasdh), ele não deve retornar ao imóvel e será encaminhado para o Rio Grande do Norte, onde ficará sob os cuidados da família.
Decisão judicial
Uma decisão judicial, que determinou a limpeza da casa do idoso, foi publicada após ação apresentada pelo MP-AC no dia 22 de abril e estabelecia que o imóvel passasse por intervenção sanitária em até 72 horas, com a retirada de lixo, sucata e demais materiais.
Além disso, o idoso, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro da capital, deverá ser acompanhado após a alta. O município deverá garantir acolhimento adequado, com encaminhamento para abrigo ou oferta de cuidador, caso ele retorne para casa em condições seguras.
Relatórios técnicos que embasaram o pedido apontaram condições consideradas graves dentro da residência, incluindo risco de proliferação de doenças e até possibilidade de incêndio. O entendimento da Justiça foi de que há ameaça não apenas ao idoso, mas também à segurança dos moradores da região.
A prefeitura já acompanhava a situação antes da decisão, mas afirmava não poder entrar no imóvel sem autorização judicial por se tratar de propriedade privada. Com a medida, as equipes ficam autorizadas a fazer a intervenção e devem apresentar relatórios detalhados sobre as ações adotadas.
Morador acumulava lixo e entulho em casa
Lucas Thadeu/Rede Amazônica Acre
VÍDEOS: g1
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