Caso Ana Beatriz: principal acusado é condenado por estupro e assassinato de menina de 12 anos


Pais de Ana Beatriz Schelter durante o julgamento
MPSC/Divulgação
Mário Fleguer, primeiro dos três acusados de estuprar e assassinar Ana Beatriz Schelter, de 12 anos, em Rio do Sul, foi condenado dez anos após o crime bárbaro, ocorrido em 2016. Apontado como principal autor, terá de cumprir 58 anos de prisão por estupro de vulnerável, homicídio qualificado e fraude processual. Ele não pode recorrer em liberdade.
A sentença foi proferida na madrugada desta quarta-feira (13) após mais de 16 horas de sessão no Tribunal do Júri, em Florianópolis. O julgamento aconteceu na capital a pedido da defesa para não comprometer o processo, diante da forte comoção gerada pelo caso.
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Os pais de Ana Beatriz e familiares acompanharam o julgamento no plenário, usando camisetas com a foto da adolescente e pedindo Justiça.
“A Justiça tem mãe, tem filhos e a certeza do julgamento de hoje. A Ana não está mais aqui. Muitas Anas desse mundo não desejam o fim que ela teve”, comentou o Promotor de Justiça Jonnathan Augustus Kuhnen.
Sobre os outros dois réus, João Vivaldino Córdova Lottin será julgado em 25 de junho por feminicídio e estupro; e Marcel Aparecido Albuquerque por fraude processual. Ambos estão em liberdade.
Ana Beatriz Schelter
RBS TV/Reprodução
Assassinato de Ana Beatriz Schelter
O corpo da adolescente estava com uma corda no pescoço dentro do baú de um caminhão em uma empresa às margens da BR-470. A causa da morte foi hemorragia, segundo a Polícia Civil.
Ela tinha sido vista pela última vez quando seguia a pé para a escola, no começo da tarde do dia 3 de março de 2016.
A denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com base nas investigações, apontou:
A materialidade dos crimes de estupro e homicídio qualificado ficou comprovada, afastando a hipótese inicial de suicídio, já que houve uma cena forjada para indicar o enforcamento pela própria vítima;
O réu julgado agora era conhecido da família, monitorava a rotina da vítima e se aproveitou disso para planejar friamente o crime;
Mário e outro denunciado teriam perfil associado à exploração sexual de crianças e adolescentes, o que reforçou o vínculo entre os envolvidos e o contexto dos crimes.
Na manhã de 2 de março de 2016, os dois denunciados pelo assassinato ofereceram carona à adolescente durante seu trajeto habitual até a escola. Com a vítima no veículo, deslocaram‑se para um local não identificado, onde praticaram os crimes.
Relembre reportagem da época sobre o caso Ana Beatriz Schelter
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