László Krasznahorkai ganha Prêmio Nobel de Literatura 2025


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Prêmio Nobel
O húngaro László Krasznahorkai venceu o Prêmio Nobel de Literatura 2025. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (9) pela Academia Sueca.
O valor do Prêmio Nobel para 2025 foi definido em 11,0 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões).
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Nobel da Literatura em números
Desde 1901, foram 122 laureados em 118 premiações. Isso porque em quatro delas, dois nomes foram anunciados como vencedores no mesmo ano. Até hoje, ninguém foi premiado mais de uma vez.
Não houve premiação em sete ocasiões: 1914, 1918, 1935, 1940, 1941, 1942 e 1943.
Rudyard Kipling foi o mais jovem vencedor do prêmio. Em 1907, quando foi nomeado, tinha 41 anos de idade. Já a mais velha foi Doris Lessing, que estava com 87 anos quando foi premiada em 2007.
Ao longo dos mais de cem anos de premiação, duas pessoas declinaram ao Nobel: Boris Pasternak, em 1958, e Jean Paul Sartre, em 1964. Boris foi obrigado pelas autoridades de seu país a recusar o prêmio. Já Sartre, historicamente, sempre recusou todas as homenagens oficiais.
Os últimos vencedores do Prêmio Nobel de Literatura
Em 2024, Han Kang, escritora sul-coreana, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. De acordo com a academia, o prêmio foi concedido “por sua intensa prosa poética que confronta traumas históricos e expõe a fragilidade da vida humana”.
Han Kang nasceu em 1970 na cidade sul-coreana de Gwangju, e se mudou para Seul aos nove anos. Ela vem de uma formação literária, e seu pai é um renomado romancista. Junto à sua escrita, ela também se dedicou à arte e à música, o que se reflete em toda a sua produção literária.
2024: Han Kang (Coreia do Sul)
2023: Jon Fosse (Noruega)
2022: Annie Ernaux (França)
2021: Abdulrazak Gurnah (Tanzânia)
2020: Louise Glück (Estados Unidos)
2019: Peter Handke (Áustria)
2018: Olga Tokarczuk (Polônia)
2017: Kazuo Ishiguro (Reino Unido)
2016: Bob Dylan (Estados Unidos)
2015: Svetlana Alexievich (Belarus)
O que é o Prêmio Nobel
A láurea foi criada pelo químico e empresário Alfred Nobel. Inventor da dinamite em 1867, o sueco doou a maior parte de sua fortuna em testamento para a criação de prêmios de física, química, medicina, literatura e paz (o prêmio de economia foi criado anos mais tarde).
O documento dizia que os prêmios deveriam ser concedidos “àqueles que, durante o ano anterior, tenham conferido o maior benefício à humanidade”.
Contudo, hoje em dia, conforme explica Juleen Zierath, membro do Instituto Karolinska – o júri do Nobel de Medicina-, essa regra não é mais tão levada à risca.
“Você pode ter feito essa descoberta em um estágio muito inicial de sua carreira de pesquisa, ou pode ter feito essa descoberta em um estágio muito avançado de sua carreira de pesquisador”, ressalta a pesquisadora.
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