
Durante a operação “El Patrón”, a Polícia Civil prendeu oito suspeitos de invadir a conta da plataforma gov.br de um empresário do Distrito Federal e assumir o controle de uma empresa do ramo de material de construção localizada em Planaltina (DF).
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o golpe causou um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 3,5 milhões.
As investigações identificaram ao menos 12 integrantes do grupo criminoso, distribuídos em diversos estados do país, entre eles Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Rondônia e Rio Grande do Sul.
Prisões
Na última quarta-feira (13), equipes policiais foram para os estados de São Paulo, Rondônia, na cidade de Porto Velho, e em Foz do Iguaçu, no Paraná, para cumprir mandados de prisão e outras medidas judiciais. Nos demais estados, as ordens foram executadas com apoio das Polícias Civis locais.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados no valor de até R$ 3,5 milhões. Também foi autorizado o sequestro de bens adquiridos com recursos provenientes do crime, incluindo um apartamento em Foz do Iguaçu (PR) e três imóveis em Porto Velho (RO), comprados logo após a aplicação do golpe.
Até o momento, oito pessoas foram presas. As equipes policiais continuam em diligências para localizar os demais envolvidos.
O crime
De acordo com a investigação, o crime ocorreu em novembro de 2024, quando os suspeitos tiveram acesso indevido à conta gov.br da vítima. A partir disso, realizaram a transferência fraudulenta das empresas para o nome de uma jovem de 22 anos, moradora de Foz do Iguaçu (PR).
As investigações apontam que a mulher tinha conhecimento da fraude e recebeu cerca de R$ 50 mil para ceder seus dados pessoais ao grupo criminoso.
