
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou à Justiça, nesta sexta-feira (15), o dono da Utrafarma, Sidney Oliveira, e mais 10 pessoas por supostos crimes de organização criminosa e esquema bilionário de manipulação de créditos de ICMS na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).
Na denúncia, o MP-SP solicita a adoção de medidas cautelares contra Sidney Oliveira, como uso de tornozeleira eletrônica, apreensão do passaporte, comparecimento mensal à Justiça e proibição de deixar o local onde reside.
O processo foi protocolado na 1.ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital. Contudo, a Justiça ainda não se pronunciou sobre a denúncia.
A reportagem entrou em contato com a Ultrafarma, contudo, não tivemos retorno. O espaço segue aberto.
Prisão
O empresário Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma, foi preso em agosto de 2025, durante operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que investigava um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda.
A ação, batizada de Operação Ícaro, também prendeu um auditor fiscal estadual de alto escalão acusado de liderar o esquema e o diretor estatutário do Fast Shop, Mario Otávio Gomes.
Alguns dias depois, Oliveira foi solto por determinação da Justiça de São Paulo. No entanto, no mesmo mês, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) expediu um novo pedido de prisão. À época, o MP-SP alegou que o dono da Utrafarma deveria retornar ao presídio por ainda não ter quitado a fiança de R$ 25 milhões estipulada pela Justiça.
