
Clinica de emagrecimento é alvo de operação em Campo Grande
A enfermeira de 39 anos presa em flagrante durante fiscalização em uma clínica de emagrecimento e estética em Campo Grande foi solta após passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (15). Ela havia sido detida no dia anterior durante uma operação que encontrou mais de mil medicamentos vencidos no local.
A prisão ocorreu na Clínica Canela, investigada após denúncia sobre suposta venda irregular de medicamentos para emagrecimento. A enfermeira foi presa por ter sido a única responsável encontrada no local no momento da fiscalização.
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Mesmo com o alvará vencido, a clínica segue funcionando normalmente. O g1 tentou contato com a Vigilância Sanitária, que ainda não deu retorno.
Segundo a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), a enfermeira era responsável técnica pela clínica e teria tentado impedir a fiscalização em uma das salas do estabelecimento.
Durante a operação, equipes da polícia, do Conselho Regional de Medicina (CRM), do Procon MS e da Vigilância Sanitária encontraram 1.294 unidades de medicamentos vencidos armazenados na clínica.
Os fiscais também identificaram indícios de prescrição irregular de medicamentos, possível propaganda enganosa e venda casada. Conforme o Procon, pacientes eram direcionados a laboratórios específicos para compra dos produtos prescritos.
Ainda segundo a fiscalização, o alvará de funcionamento da clínica estava vencido.
Em um depósito localizado nos fundos do estabelecimento, medicamentos vencidos e dentro da validade estavam guardados juntos. Uma funcionária informou que o espaço seria utilizado por um médico da unidade.
O CRM apontou outras irregularidades, como medicamento antiarrítmico vencido, falta de itens em carrinho de emergência, prescrição inadequada de terapia hormonal e divulgação de especialidades médicas que a equipe da clínica não possui.
De acordo com a polícia, o proprietário da clínica, a esposa dele e outras médicas responsáveis não estavam no local no momento da fiscalização.
A clínica recebeu prazo para apresentar defesa aos órgãos responsáveis. O Procon informou que o estabelecimento tem 20 dias para se manifestar oficialmente sobre as irregularidades encontradas.
Em nota enviada ao g1, a clínica afirmou que colaborou com a fiscalização e negou irregularidades.
“A Clínica Canela informa que está colaborando integralmente com os órgãos competentes em procedimento de fiscalização ainda em andamento. A instituição reforça que não fabrica, não manipula, não rotula e não comercializa medicamentos de forma irregular. Sua atuação é exclusivamente médica, com avaliação, acompanhamento e prescrição individualizada, quando indicada”, informou a defesa.
A clínica também negou prática de venda casada e afirmou que os pacientes têm liberdade para comprar medicamentos em qualquer estabelecimento de confiança.
Clinica de emagrecimento é alvo de operação em Campo Grande
TV Morena/ Procon MS
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