
Botão do pânico terá acesso ampliado para mulheres vítimas de violência
Uma idosa, de 63 anos, precisou acionar o botão do pânico após ser ameaçada aos gritos pela própria filha, de 29 anos, que exigia dinheiro na porta da casa da mãe. O caso ocorreu na manhã de quinta-feira (14), no bairro Nossa Senhora Aparecida, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba.
Segundo a Polícia Militar (PM), a idosa tem uma medida protetiva contra a filha, que é usuária de drogas. A decisão judicial determina o afastamento da jovem e proíbe qualquer tipo de contato entre as duas.
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Após a mulher acionar o dispositivo de emergência, equipes da PM foram enviadas ao local. Na residência, a mãe contou aos policiais que a filha estava bastante alterada, aparentando estar sob efeito de drogas, e que fugiu logo depois que ela acionou o botão do pânico.
Com base nas informações repassadas pela vítima, os militares deram início a rastreamentos na região para tentar localizar a suspeita. A jovem foi encontrada pouco depois em uma casa abandonada, próxima ao imóvel da mãe.
Durante a abordagem, os policiais perceberam que a jovem estava sem a tornozeleira eletrônica que deveria estar usando. Questionada, ela admitiu ter conseguido romper o equipamento e contou ter abandonado o dispositivo na rua.
Diante da situação, a jovem foi presa por descumprimento de medida protetiva e encaminhada à Delegacia de Plantão da Polícia Civil.
Ainda segundo a PM, os policiais foram até o local indicado por ela e encontraram a tornozeleira rompida. O equipamento também foi recolhido e entregue à autoridade policial.
O g1 questionou a Polícia Civil se a jovem segue presa e se existem outros registros de violência doméstica entre mãe e filha. Mas, não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
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Como funciona o botão do pânico?
Tornozeleira eletrônica
TV Globo/Reprodução
O botão do pânico é uma ferramenta de resposta rápida em situações de risco, especialmente em casos de violência doméstica, quando há proteção judicial e necessidade de apoio imediato. É geralmente um recurso de segurança para vítimas com medida protetiva.
Na prática, o agressor é monitorado por tornozeleira eletrônica, enquanto a vítima utiliza um dispositivo portátil ou aplicativo no celular.
Se o agressor ultrapassar a distância mínima definida pela Justiça, o sistema emite um alerta silencioso. A vítima também pode acioná-lo manualmente, chamando imediatamente as forças de segurança.
Em alguns casos, o sistema ainda registra informações do ambiente, como áudio, vídeo e localização.
* Estagiária sob supervisão de Daniela Nogueira.
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