
Sabesp suspende todas as obras por 15 dias, após nova perfuração em tubulação de gás, em Itaquera
A Sabesp informou que interrompeu, por 15 dias, todas as obras em logradouros públicos no estado de São Paulo que tenham interferência direta em redes do sistema público de gás. A decisão foi tomada após a explosão registrada na segunda-feira (12), no Jaguaré, na Zona Oeste da capital, que matou dois homens.
Segundo a companhia, a paralisação tem caráter preventivo e tem como objetivo revisar procedimentos operacionais, protocolos de segurança e fluxos de atuação adotados nas obras executadas pela empresa, além da elaboração de um plano adicional de melhorias e reforço da segurança operacional.
Até esta sexta-feira (16), tanto a Sabesp quanto a Comgás ainda não haviam apresentado explicações sobre o acidente à Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). O prazo dado pelo órgão terminava nesta sexta.
Na quarta-feira (14), o governador Tarcísio de Freitas anunciou, durante visita ao Jaguaré, que cerca de 30 obras realizadas entre a Sabesp e outras concessionárias seriam paralisadas e que o manual de boas práticas passaria por revisão.
Apesar do anúncio, uma escavação da Sabesp na Rua Senador Amaral Furlan, em Itaquera, na Zona Leste, perfurou uma rede da Comgás e provocou um vazamento na quinta-feira (15). A obra não estava entre as 30 intervenções inicialmente suspensas.
Jaguaré
A chuva desta sexta mudou a rotina dos moradores impactados pela explosão. O mau tempo interrompeu as demolições realizadas pela Defesa Civil no Jaguaré nesta tarde. Segundo o órgão, caso as condições climáticas melhorem, a derrubada mecânica das casas será retomada neste sábado (17).
A Defesa Civil e a CDHU trabalham com um mapa de edificações atingidas. De acordo com o último levantamento, 16 residências estão condenadas e marcadas em vermelho. Outras 22 têm interdição parcial e precisarão de reforma. Já 99 imóveis foram liberados.
Uma das casas interditadas teve a estrutura comprometida, inclusive o telhado. Com a chuva, moradores precisaram levar objetos para a garagem, já que não conseguem transportar os pertences para o hotel onde estão hospedados.
Os moradores também reclamam do valor das indenizações propostas. Segundo eles, a quantia não é suficiente para comprar imóveis semelhantes na região do Jaguaré.
“A minha casa eles disseram que não tem como fazer reconstrução, vão ter que derrubar e começar do zero, não tem como fazer reforma. E aí eles disseram que reconstrução não tem prazo, porque vai ter que derrubar tudo e começar do zero. Então a gente não sabe o que faz. A gente tá tendo suporte, mas não sabe o que faz”, afirmou Sabrina Santana, inspetora de qualidade.
Pela manhã, quatro famílias visitaram apartamentos da Companhia de Habitação do Estado e aceitaram se mudar para um empreendimento localizado a cerca de 10 quilômetros da Rua Piraúba. A Sabesp e a Comgás vão custear os novos imóveis.
Na quarta-feira (14), o governador Tarcísio de Freitas anunciou, durante visita ao Jaguaré, que cerca de 30 obras realizadas entre a Sabesp e outras concessionárias seriam paralisadas e que o manual de boas práticas passaria por revisão.
Apesar do anúncio, uma escavação da Sabesp na Rua Senador Amaral Furlan, em Itaquera, na Zona Leste, perfurou uma rede da Comgás e provocou um vazamento nesta quinta-feira (15). A obra não estava entre as 30 intervenções inicialmente suspensas.
GIF equipe da Sabesp trabalhando momentos antes da explosão no Jaguaré
Reprodução
Imóveis destruídos após explosão na região do Jaguaré, na Zona Oeste de SP
Reprodução/TV Globo
