Mergulhador morre durante buscas por italianos nas Maldivas

Mergulhador de resgate morre durante buscas em caverna nas MaldivasReprodução/Força Nacional de Defesa das Maldivas

Um mergulhador de resgate morreu, neste sábado (16), enquanto participava das buscas pelos corpos de quatro italianos que morreram dentro de uma caverna subaquática no Atol de Vaavu, nas Maldivas, na última quinta-feira (14).

O sargento da Força Nacional de Defesa das Maldivas (MNDF), Mohamed Mahdhee, atuava nas buscas pelo terceiro dia consecutivo quando passou mal. Ele chegou a ser encaminhado a um hospital em Malé, capital do país, mas não resistiu.

Nas redes sociais, o ministro do Turismo das Maldivas, Thoriq Ibrahim, lamentou a morte do militar.

É com pesar que compartilho o falecimento do sargento Mohamed Mahudhee, da Guarda Costeira das Forças de Defesa Nacional das Maldivas, que perdeu a vida durante a operação de resgate no Atol de Vaavu. Sua bravura e sacrifício serão sempre honrados”, declarou.

Acidente subaquático

O grupo de mergulhadores italianos morreu na última quinta-feira (14), durante uma expedição em uma caverna subaquática localizada a cerca de 50 metros de profundidade. Desde então, autoridades e equipes especializadas realizam buscas na região.

Até o momento, apenas um corpo foi encontrado, a aproximadamente 60 metros de profundidade. Segundo os mergulhadores envolvidos na operação, as demais vítimas ainda podem estar dentro da caverna.

As buscas chegaram a ser interrompidas temporariamente na sexta-feira (15) devido ao mau tempo, mas foram retomadas neste sábado.

O porta-voz da Presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, informou que oito mergulhadores participaram da operação, atuando em duplas.

As vítimas foram identificadas como Monica Montefalcone, professora associada de ecologia da Universidade de Gênova; sua filha, Giorgia Sommacal; o biólogo marinho Federico Gualtieri; a pesquisadora Muriel Oddenino; e o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, único corpo recuperado até agora.

Monica Montefalcone, professora associada de ecologia da Universidade de Gênova e sua filha, Giorgia SommacalReprodução/redes sociais

As causas do acidente ainda são investigadas pelas autoridades locais.

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