Com sua torre cilíndrica de 33 andares e projeto de Niemeyer, o ícone de 1972 domina a paisagem de São Conrado e a história da hotelaria carioca

Com sua torre cilíndrica de 33 andares e projeto de Niemeyer, o ícone de 1972 domina a paisagem de São Conrado e a história da hotelaria carioca

Hotel Nacional, em São Conrado, no Rio de Janeiro, é um marco incontestável da hotelaria brasileira. Com sua torre cilíndrica de 33 andares e projeto assinado por Oscar Niemeyer, o ícone inaugurado em 1972 domina a paisagem da zona sul carioca e preserva o glamour do modernismo na arquitetura.

Como Niemeyer concebeu uma torre redonda de vidro e concreto?

A escolha por uma torre cilíndrica não foi apenas estética. Niemeyer desenhou o hotel para que todos os hóspedes tivessem vista para o mar de São Conrado ou para as montanhas da Pedra da Gávea, sem que os quartos concorressem frontalmente com o cenário natural ou fizessem sombra na praia.

A estrutura em vidro espelhado reflete a luz do sol e o oceano, fazendo com que o prédio gigante se integre à paisagem litorânea. Documentos históricos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) destacam o tombamento da obra como um passo vital para proteger o legado modernista carioca.

Com sua torre cilíndrica de 33 andares e projeto de Niemeyer, o ícone de 1972 domina a paisagem de São Conrado e a história da hotelaria carioca
Torre cilíndrica de trinta e três andares projetada por Oscar Niemeyer no Rio de Janeiro – Créditos: depositphotos.com / dabldy

Quais os detalhes dos jardins desenhados por Burle Marx?

A base do hotel é tão espetacular quanto a torre. O paisagista Roberto Burle Marx projetou os jardins suspensos que cercam a estrutura, utilizando flora nativa brasileira para criar formas orgânicas que dialogam com as curvas do concreto.

Para evidenciar a riqueza artística deste complexo hoteleiro, aplicamos a Regra da Ponte e detalhamos os elementos que compõem sua base monumental:

  • Arquitetura da Torre: 33 andares em formato cilíndrico.

  • Paisagismo: Mais de 2.500 metros quadrados desenhados por Roberto Burle Marx.

  • Arte Integrada: Escultura “A Sereia” de Alfredo Ceschiatti e painel de Carybé.

  • Localização: Orla de São Conrado, Rio de Janeiro (RJ).

Por que o hotel ficou abandonado por décadas antes do renascimento?

Apesar do glamour inicial, a falência do grupo proprietário levou o prédio a um fechamento que durou mais de duas décadas, sofrendo com invasões e o desgaste severo pela maresia. A restauração moderna exigiu a troca de todas as esquadrias de vidro e a modernização completa das instalações hidráulicas e elétricas.

Para compreender a importância dessa restauração, comparamos o estado do edifício nas diferentes eras de sua existência:

Fase do Edifício Estado de Conservação Foco Operacional
Auge (Anos 70/80) Glamour internacional (Sede do Festival de Cinema) Luxo e eventos de grande porte
Abandono (Anos 2000) Degradação severa e oxidação Estrutura ociosa e vandalizada
Restauração (Atual) Modernização tecnológica e fidelidade ao projeto Resort urbano e turismo de lazer

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Como a restauração preservou o design original dos anos 70?

Os engenheiros responsáveis pela reabertura enfrentaram o desafio de atualizar as normas de segurança contra incêndio (que mudaram drasticamente desde 1970) sem alterar o teto de madeira rebaixado e os salões projetados por Niemeyer. O painel de Carybé, composto por centenas de peças de concreto no lobby, foi limpo artesanalmente para recuperar seu estado original.

O esforço técnico garantiu que o hóspede moderno desfrutasse de Wi-Fi de alta velocidade e ar-condicionado silencioso sem notar as pesadas intervenções estruturais escondidas nas paredes redondas do edifício.

Qual a importância da torre cilíndrica para São Conrado?

Hotel Nacional atua como uma âncora turística que revitalizou o bairro de São Conrado. Ele é um lembrete físico de uma era em que o Brasil exportava cultura, bossa nova e vanguarda arquitetônica para o mundo.

Dormir neste hotel é habitar uma obra de arte assinada por gênios do século XX. O edifício prova que a preservação do patrimônio arquitetônico não é apenas uma questão de memória, mas um excelente motor de desenvolvimento econômico sustentável para o turismo carioca.

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