
Fim do dinheiro nos ônibus: veja o que muda no pagamento das passagens no Rio a partir de 30 de maio
A linha de ônibus 634 (Bananal-Saens Peña) passou a rodar, neste domingo (17), sob operação da MOBI-Rio. É também a 1ª a não aceitar dinheiro para a passagem no Rio de Janeiro.
🔎A MOBI-Rio é uma empresa pública municipal ligada à Prefeitura do Rio, responsável por gerenciar, operar e manter o sistema de transporte coletivo BRT — mas já assumiu itinerários fora dos corredores exclusivos, como a 634.
O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, acompanharam o 1º dia de operação da nova 634. Segundo o município, a decisão de manter na região um ônibus liga a Ilha do Governador à Tijuca, administrada pela MOBI-Rio, foi tomada em razão da “má prestação do serviço pelo antigo operador”.
Cavaliere comentou a mudança na forma de pagamento. “É menos tempo de viagem, embarque mais rápido, mais seguro. E, para os motoristas, é muito melhor, faz toda a diferença, porque ele vai se concentrar só em dirigir”, declarou.
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Nova 634 não aceita dinheiro
Iago Campos/Prefeitura do Rio
Entenda a mudança
A partir de 30 de maio, todos os ônibus municipais só vão aceitar pagamentos com os cartões Jaé e Riocard, na modalidade do Bilhete Único Intermunicipal (BUI), como já acontece no BRT e VLT.
Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, apenas 9% das viagens atualmente são pagas em dinheiro. A mudança, no entanto, ainda divide opiniões entre passageiros e motoristas.
A partir do dia 30:
ônibus municipais do Rio não aceitarão mais dinheiro em espécie;
o pagamento será feito apenas por cartões ou aplicativo;
motoristas deixarão de vender passagens e dar troco;
integrações tarifárias passarão a ter novas regras no sistema Jaé.
O prefeito Eduardo Cavaliere testa a 634
Iago Campos/Prefeitura do Rio
Quais cartões poderão ser usados?
Os passageiros poderão pagar a passagem com:
cartão preto do Jaé;
cartão verde unitário do Jaé;
aplicativo Jaé;
Riocard, apenas em integrações intermunicipais.
Como fica a integração entre ônibus?
Segundo a prefeitura, quem usa mais de um ônibus pagando integração precisará utilizar:
o cartão preto do Jaé, que é vinculado ao CPF;
ou o aplicativo do sistema.
Os cartões verdes, sem identificação, não permitirão integração tarifária entre ônibus municipais.
De acordo com o secretário Jorge Arraes, os cartões sem identificação aumentam o risco de fraude.
“Os cartões verdes, sem identificação, aumentam o risco de fraude no processo de integração porque não têm associação ao CPF da pessoa. São ao portador e facilitam a fraude”, afirmou.
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E os turistas?
Turistas e visitantes poderão utilizar:
o cartão verde unitário;
ou o aplicativo Jaé.
Nesse caso, não será necessário cadastrar CPF para pagar viagens avulsas.
Onde fazer recarga?
A prefeitura informou que existem cerca de 2 mil pontos de recarga espalhados pela cidade. Muitos deles aceitam pagamento em dinheiro.
Também será possível recarregar pelo aplicativo.
Mudança já acontece no BRT
No BRT, o sistema sem circulação de dinheiro já funciona atualmente. A prefeitura afirma que o modelo serviu como base para ampliar a medida aos ônibus municipais convencionais.
