
Crianças indígenas são levadas pela correnteza enquanto nadavam no Rio Araguaia
Duas crianças indígenas foram levadas pela correnteza enquanto nadavam no Rio Araguaia, em Aragarças, na região oeste de Goiás. Em entrevista à TV Anhanguera, Edna Geovany contou que ela e o grupo de pescadores que estavam próximos ao local avistaram uma das crianças tentando se segurar em outra para se salvar.
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O afogamento aconteceu na tarde de sábado (16). O Corpo de Bombeiros não foi acionado para o resgate das crianças. Como os nomes delas não foram divulgados, o g1 não obteve o estado de saúde delas até a última atualização.
“Dava para ver bem que era uma menina. Ela tentava segurar o do meio e parecia que ela fazia muita força para aquilo. Eu falei assim: ‘Ixi, estão se afogando!’ E aí foi a hora do desespero, a gente começou a gritar”, contou Edna. Ela contou que, após o grupo de pescadores gritar, outros barcos começaram a se aproximar para ajudar.
Crianças indígenas são levadas pela correnteza enquanto nadavam no Rio Araguaia, em Aragarças, Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
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Ao g1, Adriana Lima contou que também estava no rio no momento em que o afogamento começou. Segundo ela, as crianças estavam brincando sobre uma tampa de caixa de isopor, quando foram para a parte mais funda do rio e começaram a se afogar.
Além dos pescadores, um casal estava perto das crianças, mas viu o que estava acontecendo após os pescadores passarem a gritar, para avisá-los. “Quando nós e outras pessoas ali também pescando começamos a gritar os barqueiros acenaram com as mãos para que pudessem olhar para o outro lado onde as crianças estavam se afogando. Quando o casal ali estava percebeu e logo ajudou”, relatou.
De acordo com Adriana, o casal resgatou a criança maior e outro barco pegou a outra criança. “A indígena menor que não entrou na água deveria ter uns 6 anos, se tivesse entrado seria a primeira a morrer”, descreveu. Adriana contou que não saber ao certo as idades das crianças, mas que seria entre 7 e 10 anos.
Segundo ela, não havia nenhum adulto acompanhando as crianças no momento. “Até naquele momento, não apareceram os pais, mas logo apareceu um rapaz que seria da família, e ficou por ali brincando e banhando, mas as duas indígenas não entraram mais na água”, contou.
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