Imprensa cobra Câmara de Rondônia após agressão contra jornalista

Vereador Marcos CombateReprodução/redes sociais

Representantes do Sindicato dos Jornalistas de Rondônia (Sinjor-RO), da Associação Rondoniense de Jornalistas Digitais (Arjore) e da Federação Nacional dos Comunicadores (Fenacom) estarão na Câmara Municipal de Porto Velho, em Rondônia, às 9h desta segunda-feira (18), para cobrar providências contra o vereador Marcos Combate.

O parlamentar é acusado de agredir física e verbalmente o jornalista Edval Sheik dentro das dependências da Câmara Municipal.

Segundo as denúncias, Marcos Combate teria abordado o repórter no corredor da Casa Legislativa por insatisfação com reportagens publicadas sobre sua atuação política. Em seguida, a discussão teria continuado dentro do gabinete do vereador Breno Mendes, onde o jornalista afirma ter sido alvo de socos e tapas.

O caso foi denunciado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Federação Nacional dos Jornalistas), que classificou o episódio como um ataque à liberdade de imprensa.

A Mesa Diretora da Câmara recebeu um pedido de cassação do mandato do vereador por quebra de decoro parlamentar.

Marcos Combate negou as agressões físicas, mas confirmou que houve uma discussão com o jornalista. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que mantinha uma parceria de divulgação com Edval Sheik e alegou que passou a sofrer perseguições após o fim do acordo.

“Hoje aconteceu um episódio grave na Câmara de Porto Velho. Indo para a sessão, fui abordado pelo dono dessa página no corredor da Câmara. Ele me pediu R$ 20 mil para que todos os ataques fossem cessados contra mim. Houve discussão verbal entre nós”, escreveu.

De acordo com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o vereador já responde a outras acusações envolvendo ofensas contra profissionais da imprensa, incluindo uma denúncia apresentada pelo repórter Paulo Andreoli.

Repúdio às agressões

Entidades jornalísticas também divulgaram notas de repúdio ao episódio.

“Agressões físicas e verbais contra um jornalista são uma forma de forçar o silenciamento da imprensa, cujos direitos e deveres estão garantidos pela Constituição Federal”, afirmou a Abraji.

Já o Sinjor-RO declarou solidariedade ao jornalista agredido e ressaltou que o exercício da atividade jornalística “jamais poderá ser sufocado pela truculência de agentes públicos”.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.