
Valmir de Francisquinho
Ane Caroline/ TV Sergipe
Uma nova manifestação do Ministério Público Federal (MPF) pediu para que não sejam reconhecidos os recursos e o acordo feito por Valmir de Francisquinho no caso que investiga possíveis irregularidades no funcionamento do matadouro da cidade de Itabaiana durante os anos de 2015 a 2017.
De acordo com o documento encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), entre os argumentos apresentados, está que o valor do ressarcimento aos cofres públicos, firmado em cerca de R$ 177 mil, era muito abaixo do prejuízo que teria sido causado e apontado pela petição inicial de R$ 4.410.000.
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Além disso, o parecer aponta que o dinheiro não iria para o município de Itabaiana, mas, sim, para o Fundo de Reaparelhamento do Ministério Público de Sergipe.
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O g1 entrou em contato com a defesa do pré-candidato ao governo do estado, mas não houve resposta até a publicação da matéria.
Entenda o caso
Em novembro de 2024, o ex-prefeito de Itabaiana havia firmado um acordo com o MPE, mas a Justiça de Sergipe decidiu não homologar um mês depois. Além disso, o próprio Ministério Público Estadual apresentou recurso, que foi aceito e o ex-prefeito foi condenado por improbidade administrativa, que previa a perda dos direitos políticos por quatro anos.
Já em janeiro deste ano, uma decisão do ministro Luis Felipe Salomão do STJ concedeu um efeito suspensivo àquela condenação por improbidade administrativa. Assim, ele havia recuperado os direitos políticos.
Há cerca de um mês, Valmir oficializou a renúncia ao cargo de prefeito de Itabaiana para concorrer ao governo de Sergipe nas eleições de outubro deste ano.
