Mãe presa suspeita de torturar filho e mantê-lo acorrentado o obrigava a comer as próprias fezes, diz polícia


Mãe é presa suspeita de maus-tratos contra o próprio filho
A mãe, de 63 anos, presa suspeita de torturar o filho, de 46, e mantê-lo acorrentado o obrigava a comer as próprias fezes, segundo a polícia. O homem ficava dias sem comer e beber água, de acordo com a delegada Fernanda Simão. O caso aconteceu em Rio Verde, na região sudoeste de Goiás.
A prisão aconteceu na sexta-feira (15). Em nota, a Defensoria Pública informou que representou a investigada durante a audiência de custódia, cumprindo seu dever legal, e que não comentará sobre o caso (leia nota completa abaixo).
Segundo a delegada, o filho teve três acidentes vasculares cerebrais (AVC) e, por isso, tinha a movimentação comprometida e dificuldades na fala. Em depoimento à polícia, a mãe ficou em silêncio, informou a delegada.
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Fernanda afirmou que o nome do pai não consta no registro, portanto, ele não foi localizado. O filho foi encaminhado para atendimento médico e acolhimento institucional pela rede de proteção social.
“[Uma] situação extremamente desumana, tendo a vítima passado por situações de extremo sofrimento. Passando dias sem comer e sem acesso à água”, destacou a delegada.
Mãe é presa suspeita de manter filho acorrentado à cama e em condições desumanas
Divulgação/Polícia Civil
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Após a audiência de custódia, a mulher teve sua prisão mantida. Ela é investigada pelos crimes de tortura e maus-tratos, de acordo com a polícia.
Entenda o caso
A Polícia Civil descobriu o crime após uma denúncia da Secretaria Municipal de Assistência Social. Os assistentes sociais acompanharam os policiais até a residência, onde encontraram o homem vivendo em condições degradantes.
Segundo a corporação, o filho estava acorrentado a uma cama, com sinais de contenção prolongada nos punhos e tornozelos. O homem estava extremamente debilitado e em condições precárias de higiene.
A investigação apurou que ele recebia alimentação irregular e dormia em uma área externa improvisada, exposto ao frio e à chuva. O homem passava a maior parte do dia sozinho e amarrado pelos braços e pernas.
Nota
A Defensoria Pública do Estado de Goiás informa que representou a investigada durante a audiência de custódia, cumprindo seu dever legal e constitucional de garantir a defesa de pessoas que não tenham condições de pagar por um profissional particular, e não comentará o caso. Destaca ainda que, após a audiência de custódia, deverá ser iniciado o processo criminal e será oportunizado prazo para a investigada constituir sua defesa, que poderá ser realizada pela Defensoria Pública ou por um profissional particular.
Segundo a polícia, o filho permanecia amarrado pelos braços e pernas durante grande parte do dia
Divulgação/Polícia Civil
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