
Operação contra golpe do ‘falso advogado’ prende suspeitos de movimentar R$ 10 milhões
Uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 10 milhões com o golpe do “falso advogado” foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP), em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na manhã desta terça-feira (19).
Segundo apurado pela TV TEM, a polícia cumpre dez mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão. Até as 9h desta terça-feira, oito pessoas foram presas na Grande São Paulo e no litoral paulista.
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A reportagem apurou que uma das suspeitas movimentou sozinha R$ 3 milhões nas fraudes digitais. A investigação apontou ao menos 12 vítimas da quadrilha no noroeste paulista, em cidades como Novo Horizonte, Paulínia e Bauru (SP).
Operação da Polícia Civil em Rio Preto (SP) contra golpe do ‘falso advogado’ prende suspeitos de movimentar R$ 10 milhões
Arquivo pessoal
Como funciona o golpe?
Por meio de mensagens pelo celular, criminosos estão se passando por advogados ou por integrantes de escritórios de advocacia, enganando pessoas que aguardam por informações sobre processos judiciais reais. Eles começam a agir depois de obter acesso a logins e senhas de advogados reais por meio de um comércio clandestino de dados.
Desse modo, os golpistas passam a ter acesso a dados básicos das vítimas, como nome completo e até detalhes sobre processos em andamento, e entram em contato alegando a necessidade de pagamento de taxas ou impostos para a liberação de valores supostamente ganhos em ações judiciais.
Golpe do falso advogado: quadrilhas usam dados reais da Justiça para roubar vítimas
Golpe da ‘Mão Fantasma’
Outra operação da Polícia Civil de Rio Preto cumpriu três mandados de busca e apreensão na Zona Sul de São Paulo, também na manhã desta terça-feira (19), contra suspeitos de aplicar o “Golpe da Mão Fantasma”, uma fraude virtual que permite aos criminosos controlar o celular das vítimas à distância e esvaziar contas bancárias.
Segundo a investigação, os suspeitos moram na região do Capão Redondo, na capital paulista. Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, documentos e outros materiais que podem ajudar a identificar mais integrantes da quadrilha.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo foi identificado após o rastreamento de contas bancárias usadas para receber o dinheiro retirado das vítimas. No golpe, os criminosos ligam para a vítima fingindo ser funcionários do setor de segurança de bancos e dizem que existe uma movimentação suspeita na conta bancária.
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Durante a conversa, convencem a pessoa a instalar aplicativos de acesso remoto no celular ou computador. A partir disso, os golpistas conseguem controlar o aparelho à distância e acessar aplicativos bancários sem que a vítima perceba
.Com o controle do dispositivo, os criminosos fazem transferências, pagamentos e outras movimentações financeiras, causando prejuízos que podem chegar a valores altos em poucos minutos.
Segundo a polícia, os golpistas costumam usar informações pessoais reais para ganhar a confiança da vítima e tornar a fraude mais convincente.
As investigações apontam que o grupo agia de forma organizada, utilizando contas de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro.
A orientação é para que as pessoas nunca instalem aplicativos indicados por telefone e desconfiem de ligações em que supostos funcionários de bancos peçam acesso ao aparelho celular ou solicitem senhas e códigos de autenticação.
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