A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta terça‑feira (19) que avalia o uso de vacinas candidatas e tratamentos já disponíveis para conter a epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC). A doença, causada pela cepa Bundibugyo, ausente há 14 anos, já está associada a 131 mortes. O vírus avança pelo leste do país, com novos focos e a infecção de um médico norte‑americano, enquanto autoridades reforçam medidas de prevenção e governos estrangeiros ampliam controles sanitários.
A doença se espalha sobretudo na província de Ituri, no nordeste da RDC, na fronteira com Uganda. A representante da OMS no país, Anne Ancia, afirmou em videoconferência a partir de Bunia que um grupo consultivo técnico se reuniria ainda hoje para formular novas recomendações sobre o uso de imunizantes e terapias experimentais.
O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica (INRB), em Kinshasa, sequenciou o vírus e confirmou a cepa Bundibugyo. A análise também indica que o surto de 2026 não tem ligação com os registrados em 2007 e 2012. Segundo o instituto, a doença voltou a atravessar a barreira entre espécies, com uma nova transmissão de animal para humano – dinâmica que historicamente marca o comportamento do ebola.
O professor Jean‑Jacques Muyembe, diretor do INRB e codescobridor do vírus, afirmou que ainda não foi identificado o reservatório animal responsável pela transmissão inicial. “Para o momento, não colocamos realmente a mão no reservatório animal”, disse. Ele lembrou que morcegos continuam sendo os principais suspeitos. “Como aqui na RDC se consome muito morcego, isso pode ser a causa desta epidemia”, sublinhou.
Muyembe destacou que, apesar da ausência de tratamento ou vacina específica para a cepa Bundibugyo, há caminhos possíveis. “Vamos implementar protocolos para testar candidatos a vacina e ver se podemos obter proteção cruzada.”
O pesquisador explicou que a estratégia é utilizar ferramentas já eficazes contra outras variantes do ebola para avaliar seu impacto sobre as novas contaminações. A cepa Bundibugyo não era registrada em uma epidemia havia 14 anos, o que torna as pesquisas ainda mais urgentes. A OMS reforça que a análise de vacinas candidatas deve considerar segurança, disponibilidade e logística de aplicação em áreas remotas.
Dois novos focos e avanço da epidemia Segundo dados do Ministério da Saúde da RDC, há 435 casos suspeitos e 116 mortes prováveis pela doença, causada por vírus transmitido por contato direto com fluidos corporais. A epidemia avança nas províncias de Ituri e do Norte‑Kivu, no leste do país, com novos focos identificados nesta semana. Em Ituri, a infecção de um médico norte‑americano após atendimento a pacientes levou à quarentena de familiares e ampliou a preocupação internacional.
Uganda registra primeira morte pelo vírus Ebola desde 2019
Após solicitação de autoridades dos Estados Unidos, o governo alemão confirmou nesta terça‑feira (19) que aceitou receber e tratar o paciente. As providências para o traslado estão em curso, embora o local de internação e a data da transferência não tenham sido divulgados. Outras seis pessoas também devem ser evacuadas da região, segundo o site especializado Stat, possivelmente cidadãos norte‑americanos.
Na ausência de vacina ou tratamento homologado para a cepa Bundibugyo, as autoridades congolesas reforçam medidas de prevenção. “Sem pânico. Incentivamos a observar as medidas para impedir a propagação e o contágio”, declarou o porta‑voz do governo, Patrick Muyaya. Ele pediu que a população evite contatos físicos, inclusive com mortos em rituais tradicionais, e reduza aglomerações.
Caso leva EUA a reforçar restrições Em reação ao surto, Washington anunciou na segunda‑feira (18) o reforço de controles sanitários. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) determinaram restrições de entrada para estrangeiros que tenham viajado nos últimos 21 dias pela RDC, Uganda ou Sudão do Sul, as principais áreas afetadas pela epidemia.
A decisão reacende o debate sobre protocolos de contenção internacional em surtos de ebola, sobretudo diante do risco de exportação de casos. Em epidemias anteriores, medidas semelhantes foram adotadas para conter a disseminação do vírus, embora especialistas ressaltem que o risco de transmissão aérea é extremamente baixo e que o controle depende principalmente da resposta local.
OMS avalia vacinas candidatas A OMS afirma que está examinando quais vacinas candidatas poderiam ser utilizadas nesta epidemia. A organização já dispõe de experiência acumulada com imunizantes usados em surtos anteriores, como o rVSV‑ZEBOV, eficaz contra a cepa Zaire, mas cuja proteção contra Bundibugyo ainda precisa ser avaliada. A possibilidade de proteção cruzada é vista como uma das poucas alternativas imediatas.
A vigilância epidemiológica também foi reforçada nas zonas de mineração de Mongwalu, ao norte de Bunia, onde há intensa circulação de trabalhadores e risco elevado de disseminação. Autoridades tentam rastrear contatos, isolar casos suspeitos e ampliar campanhas de informação, mas enfrentam desafios logísticos, estradas precárias e desconfiança de parte da população.
A OMS alerta que a evolução da epidemia dependerá da rapidez na identificação de casos e da adesão às medidas de prevenção. A presença de profissionais estrangeiros infectados aumenta a pressão internacional por respostas coordenadas e acelera discussões sobre o uso emergencial de vacinas experimentais.
A doença se espalha sobretudo na província de Ituri, no nordeste da RDC, na fronteira com Uganda. A representante da OMS no país, Anne Ancia, afirmou em videoconferência a partir de Bunia que um grupo consultivo técnico se reuniria ainda hoje para formular novas recomendações sobre o uso de imunizantes e terapias experimentais.
O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica (INRB), em Kinshasa, sequenciou o vírus e confirmou a cepa Bundibugyo. A análise também indica que o surto de 2026 não tem ligação com os registrados em 2007 e 2012. Segundo o instituto, a doença voltou a atravessar a barreira entre espécies, com uma nova transmissão de animal para humano – dinâmica que historicamente marca o comportamento do ebola.
O professor Jean‑Jacques Muyembe, diretor do INRB e codescobridor do vírus, afirmou que ainda não foi identificado o reservatório animal responsável pela transmissão inicial. “Para o momento, não colocamos realmente a mão no reservatório animal”, disse. Ele lembrou que morcegos continuam sendo os principais suspeitos. “Como aqui na RDC se consome muito morcego, isso pode ser a causa desta epidemia”, sublinhou.
Muyembe destacou que, apesar da ausência de tratamento ou vacina específica para a cepa Bundibugyo, há caminhos possíveis. “Vamos implementar protocolos para testar candidatos a vacina e ver se podemos obter proteção cruzada.”
O pesquisador explicou que a estratégia é utilizar ferramentas já eficazes contra outras variantes do ebola para avaliar seu impacto sobre as novas contaminações. A cepa Bundibugyo não era registrada em uma epidemia havia 14 anos, o que torna as pesquisas ainda mais urgentes. A OMS reforça que a análise de vacinas candidatas deve considerar segurança, disponibilidade e logística de aplicação em áreas remotas.
Dois novos focos e avanço da epidemia Segundo dados do Ministério da Saúde da RDC, há 435 casos suspeitos e 116 mortes prováveis pela doença, causada por vírus transmitido por contato direto com fluidos corporais. A epidemia avança nas províncias de Ituri e do Norte‑Kivu, no leste do país, com novos focos identificados nesta semana. Em Ituri, a infecção de um médico norte‑americano após atendimento a pacientes levou à quarentena de familiares e ampliou a preocupação internacional.
Uganda registra primeira morte pelo vírus Ebola desde 2019
Após solicitação de autoridades dos Estados Unidos, o governo alemão confirmou nesta terça‑feira (19) que aceitou receber e tratar o paciente. As providências para o traslado estão em curso, embora o local de internação e a data da transferência não tenham sido divulgados. Outras seis pessoas também devem ser evacuadas da região, segundo o site especializado Stat, possivelmente cidadãos norte‑americanos.
Na ausência de vacina ou tratamento homologado para a cepa Bundibugyo, as autoridades congolesas reforçam medidas de prevenção. “Sem pânico. Incentivamos a observar as medidas para impedir a propagação e o contágio”, declarou o porta‑voz do governo, Patrick Muyaya. Ele pediu que a população evite contatos físicos, inclusive com mortos em rituais tradicionais, e reduza aglomerações.
Caso leva EUA a reforçar restrições Em reação ao surto, Washington anunciou na segunda‑feira (18) o reforço de controles sanitários. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) determinaram restrições de entrada para estrangeiros que tenham viajado nos últimos 21 dias pela RDC, Uganda ou Sudão do Sul, as principais áreas afetadas pela epidemia.
A decisão reacende o debate sobre protocolos de contenção internacional em surtos de ebola, sobretudo diante do risco de exportação de casos. Em epidemias anteriores, medidas semelhantes foram adotadas para conter a disseminação do vírus, embora especialistas ressaltem que o risco de transmissão aérea é extremamente baixo e que o controle depende principalmente da resposta local.
OMS avalia vacinas candidatas A OMS afirma que está examinando quais vacinas candidatas poderiam ser utilizadas nesta epidemia. A organização já dispõe de experiência acumulada com imunizantes usados em surtos anteriores, como o rVSV‑ZEBOV, eficaz contra a cepa Zaire, mas cuja proteção contra Bundibugyo ainda precisa ser avaliada. A possibilidade de proteção cruzada é vista como uma das poucas alternativas imediatas.
A vigilância epidemiológica também foi reforçada nas zonas de mineração de Mongwalu, ao norte de Bunia, onde há intensa circulação de trabalhadores e risco elevado de disseminação. Autoridades tentam rastrear contatos, isolar casos suspeitos e ampliar campanhas de informação, mas enfrentam desafios logísticos, estradas precárias e desconfiança de parte da população.
A OMS alerta que a evolução da epidemia dependerá da rapidez na identificação de casos e da adesão às medidas de prevenção. A presença de profissionais estrangeiros infectados aumenta a pressão internacional por respostas coordenadas e acelera discussões sobre o uso emergencial de vacinas experimentais.
