
Policial militar é preso em Formiga por suspeita de vazamento
O sargento da Polícia Militar preso na última sexta-feira (15), em Formiga, no Centro-Oeste de Minas, por suspeita de vazar informações sigilosas em troca de crack, é investigado por interferir em duas grandes operações policiais realizadas em 2021 e 2022, segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
As apurações apontam que o militar teria recebido drogas como pagamento por repassar dados a traficantes e prejudicado o cumprimento de mandados de prisão. A identidade dele não foi revelada.
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Confira abaixo a cronologia desde a descoberta do caso até a prisão:
Cronologia do caso
📍 2021 – Operação ‘Leão de Nemeia’
De acordo com o MPMG, o sargento teria repassado informações sigilosas sobre a operação, que tinha como objetivo combater o tráfico de drogas e a associação criminosa em Minas Gerais.
As investigações apontam que o vazamento permitiu que investigados escapassem da ação policial. Além disso, houve prejuízo ao cumprimento de mandados de prisão e redução na apreensão de drogas.
Na mesma operação, o militar também teria recebido entorpecentes em troca das informações, conforme a denúncia.
📍 2022 – Operação ‘Snowblind’
Em julho de 2022, a Polícia Militar e o Ministério Público deflagraram a operação ‘Snowblind’, voltada ao combate ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico em Formiga e Arcos.
Segundo o MPMG, o sargento novamente vazou informações sigilosas aos investigados, o que teria permitido a fuga de alvos e comprometido o resultado da ação.
A operação não atingiu o volume de apreensões esperado justamente por conta do vazamento, segundo o promotor responsável pelo caso, Ângelo Ansanelli Júnior.
📍 2022 – Pagamento com drogas
As investigações apontam que o sargento recebia cerca de 25 gramas de crack, avaliadas em aproximadamente R$ 1,3 mil, como forma de pagamento pelas informações repassadas a traficantes.
📍 2023 – Afastamento e novas apurações
Em 2023, o policial foi afastado das funções durante o avanço das investigações relacionadas à operação ‘Tropa de Elite’, já ligada ao conjunto de apurações sobre a conduta dele.
📍 2023 – Novas evidências e outros vínculos
Com o avanço das investigações, investigadores identificaram que o sargento também era usuário de drogas e teria adquirido entorpecentes de traficantes investigados em outras operações.
Ele também é citado em apurações ligadas à operação ‘Alma à Venda’, com suspeita de repasse de informações e envolvimento com os mesmos grupos criminosos.
📍 2025 – Prisão
O sargento foi denunciado pelo Ministério Público e condenado pela Justiça por corrupção, associação para o tráfico de drogas e descumprimento de missão.
As penas somadas chegam a 6 anos e 10 meses de prisão.
O MPMG também pediu o desarquivamento de inquérito relacionado à operação ‘Alma à Venda’ para aprofundar as investigações. Na última sexta-feira, ele foi preso.
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Polícia Civil/Divulgação
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