O que a seleção e as urnas têm em comum

Gustavo Reis sendo convocado para uma causa maior: servir as pessoas Redes sociais

Ontem, assistindo ao Carlo Ancelotti ditar, nome a nome, a lista dos convocados para a Copa do Mundo, senti um nó na garganta. Quando o nome do Neymar ecoou, sei que não fui o único a me emocionar. Foi uma comoção nacional. Para quem me conhece, não é segredo: sou santista roxo, sou fã do futebol do Neymar e, acima de tudo, sou um brasileiro que carrega um orgulho inabalável das nossas raízes.

Ver aquela lista me fez viajar no tempo e mergulhar em uma reflexão profunda sobre o que significa, de verdade, ser convocado.

Existe um paralelo quase mágico entre o futebol e a vida pública. Quando um jogador ouve seu nome para defender o país, ele não está apenas recebendo uma camisa; ele está recebendo a fé de mais de 200 milhões de pessoas. É o ápice de um propósito. Na política, quando o resultado das urnas se consolida e a população nos escolhe, a sensação é exatamente a mesma. É uma convocação da alma. Você não ganha um cargo; você ganha a missão de carregar os sonhos, as dores e as esperanças de um povo.

Humildade de servir

Essa missão exige uma virtude que muitos esquecem: a humildade de servir. Tanto nos gramados quanto na gestão pública, o verdadeiro talento só faz sentido se estiver a serviço do outro. Meu maior propósito, a minha melhor habilidade, é justamente essa: servir às pessoas, trabalhar para realizar os sonhos de quem mais precisa.

Esses dias, ouvi uma frase que grudou no meu coração: “Um raio destrói os galhos, mas não modifica as raízes”. Que verdade poderosa. No futebol, faz tempo que não gritamos “é campeão”, mas o sonho do hexa continua vivo porque nossa raiz é forte, é a base do futebol arte.

Na minha trajetória política, essa frase também ecoa como um mantra. Nem sempre eu ganhei. Já enfrentei tempestades, já vi “galhos” balançarem. Mas aquilo que é forte, sólido e construído com verdade, ninguém destrói. As derrotas temporárias não mudam quem somos, apenas testam a nossa fé.

Ser convocado, seja para a Copa, seja pelas urnas, é compreender que o propósito é maior que o indivíduo. É sobre colocar o coração aberto à disposição de uma nação. A caminhada continua, com a raiz forte, os olhos no futuro e a certeza de que o melhor ainda está por vir.

 

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