Ato contra insalubridade nos bandejões reúne alunos da UFRJ


Alunos reivindicam melhorias no bandejão e nas políticas de permanência,
Reprodução/Redes sociais
Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro organizam uma paralisação nesta terça-feira (19) em protesto contra as condições dos restaurantes universitários da instituição e contra cortes em bolsas acadêmicas. Os estudantes também realizaram uma manifestação na noite desta terça-feira (19) em frente à universidade, na Avenida Pasteur, na Urca, Zona Sul do Rio.
O protesto provocou impactos no trânsito da região.O Centro de Operações Rio (COR-Rio) acompanhou a movimentação e monitorou os reflexos no tráfego nas ruas do entorno.
De acordo com coletivos estudantis e o Diretório Central dos Estudantes (DCE), mais de 100 cursos aderiram ao movimento, que denuncia problemas de insalubridade nos bandejões administrados pela empresa terceirizada Nutryenerge Refeições Industriais Ltda.
Segundo os estudantes, denúncias sobre a qualidade das refeições se tornaram frequentes nos últimos meses. Relatos apontam comida azeda, alimentos mofados, presença de larvas e até baratas e ratos nas unidades da universidade. Entre as denúncias de alunos do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e do Instituto de História (IH).
O fornecimento, preparo e distribuição de refeições nos restaurantes universitários da instituição são operados por uma empresa terceirizada. A situação de precariedade no serviço foi mostrada mês passada em uma reportagem do RJTV.
Na ocasião, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, afirmou que o contrato com a atual fornecedora termina em três meses e que um novo processo licitatório já está em andamento. Ele reconheceu falhas na execução do serviço e disse que a universidade avalia medidas emergenciais, como a contratação temporária de outra empresa ou a compra de refeições prontas.
Estudantes da UFRJ denunciam má qualidade da comida em bandejões
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos estudantes estão o afastamento da empresa terceirizada responsável pelos bandejões, a aplicação de protocolos de segurança alimentar nas unidades, a reversão do corte de 20% das bolsas de monitoria e melhorias na acessibilidade dentro da universidade.
Nas redes sociais, entidades estudantis afirmam que a situação dos restaurantes universitários se tornou “insustentável” e classificam os espaços como insalubres. Os organizadores da paralisação também afirmam que a mobilização busca pressionar a universidade por respostas concretas diante das denúncias.
Estudantes realizaram uma manifestação na noite desta terça-feira (19) em frente à universidade
Reprodução/Redes sociais
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