
Donald Trump na Casa Branca antes de embarcar para viagem a China, em 12 de maio de 2026.
Reuters/Evelyn Hockstein
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viajará para a cúpula do G7 no próximo mês na França, informou nesta terça-feira (19) à AFP um funcionário da Casa Branca, apesar das tensões entre Washington e seus aliados por questões como a guerra no Irã e as tarifas comerciais.
A participação de Trump ainda não havia sido confirmada para a reunião das sete principais economias do mundo na estação de montanha de Evian, nas margens dos lagos alpinos franceses, entre 15 e 17 de junho.
O G7 reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
Espera-se um clima carregado entre o republicano e alguns dos chefes de Estado e de governo aguardados na França, contra os quais ele lançou inúmeras manifestações comerciais e diplomáticas.
O presidente americano quer tratar de temas como inteligência artificial, comércio e combate ao crime na cúpula de líderes, informou o site Axios.
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A cúpula ocorre em um contexto de atritos entre os Estados Unidos e os demais membros do G7, especialmente por causa da guerra que Trump lançou contra o Irã em fevereiro.
Trump atacou seus aliados para não ajudá-los a abrir o Estreito de Ormuz, uma estratégia marítima que o Irã fechou de fato, provocando uma alta nos preços mundiais do petróleo.
Os aliados ocidentais, entre eles o G7, também expressaram preocupação com o impacto da guerra entre Estados Unidos e Israel sobre suas economias, especialmente em um momento em que precisam lidar com as tarifas impostas por Trump.
Trégua comercial com China, diz Bessent
O governo de Donald Trump “não está com pressa” para estender a trégua comercial com a China sobre tarifas e minerais críticos, que termina em novembro. Segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ainda haverá outras reuniões neste ano que podem servir para negociar a renovação do acordo.
Em entrevista à Reuters nos bastidores de uma reunião de ministros de Finanças do G7, nesta terça-feira (19), Bessent disse acreditar que a China aceitará a retomada das tarifas anteriormente aplicadas pelos EUA. Segundo o secretário, isso poderá ocorrer por meio de novas medidas previstas na Seção 301 da legislação comercial americana, desde que as alíquotas não sejam elevadas.
Bessent afirmou ainda que, nos últimos meses, a China “conseguiu um acordo” com tarifas mais baixas após a decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar as tarifas emergenciais globais impostas por Donald Trump. “Acho que não temos pressa em estender isso”, declarou o secretário ao comentar a trégua tarifária firmada em novembro de 2025. “As coisas estão estáveis.”
O secretário acrescentou que a China “tem sido satisfatória, mas não excelente em termos de cumprimento de suas obrigações com relação aos minerais essenciais” e que, por isso, eles estão sendo avaliados novamente. O presidente chinês, Xi Jinping, deve viajar a Washington em setembro para se reunir com Trump na Casa Branca e, antes desse encontro, Bessent disse que pretende se reunir com o vice-primeiro-ministro chinês.
*Com informações da AFP e Reuters.
