Falso banco: Operação mira suspeitos de movimentar quase R$ 5 milhões com golpes em transferências e PIX indevidos


Falso banco: Operação mira suspeitos de movimentar quase R$ 5 milhões com golpes
Uma operação em Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão prendeu suspeitos de movimentarem R$ 4,8 milhões com golpes em transferências e Pix ilegalmente. Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e o bloqueio de mais de R$ 1,9 milhão em bens e valores ligados aos investigados.
As prisões foram cumpridas na manhã desta quarta-feira (20). Os nomes dos suspeitos não foram divulgados e, por isso, o g1 não obteve o contato da defesa deles para um posicionamento.
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De acordo com as investigações, o grupo usava páginas falsas de instituição financeira digital impulsionadas por anúncios pagos em plataformas de buscas na internet. Com isso, os links falsos apareciam nos primeiros resultados das buscas, o que levava as vítimas a acessarem sites falsificados.
“A vítima clicava naquele link e aquela página oferecia ofertas melhores. A vítima validava os dados de QR code e, nesse momento havia o sequestro da sessão, onde os investigados eles pegavam as credenciais verdadeiras que a vítima inseria no site deles e entravam no site da instituição verdadeira legítima e faziam as transferências fraudulentas”, explicou a delegada Bárbara Butinni, em entrevista para a repórter do O Popular, Catarina Lima.
Falso banco: Operação mira suspeitos de movimentar quase R$ 5 milhões com golpes em transferências e PIX indevidos em Goiás, MT, TO e MA
Divulgação/Polícia Civil
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Acreditando se tratar de páginas verdadeiras, as vítimas inseriam dados que eram usados pelos suspeitos para acessar os sites verdadeiros, onde realizavam as transações financeiras e transferências indevidas para contas intermediárias. Segundo a Polícia Civil, a técnica utilizada pelo grupo investigado é conhecida como session hijack (sequestro de sessão).
A delegada contou que o grupo fez 18 vítimas com o golpe e que três dos suspeitos presos nesta quarta-feira (20) já foram denunciados pelo mesmo crime, em 2022, em Tocantins. Os presos são investigados pelos crimes de invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Presos por tráfico de drogas durante operação
Além das 11 pessoas presas por mandado de prisão preventiva, outras duas foram presas em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico, totalizando 13 pessoas presas durante a operação. Segundo a Polícia Civil, foram apreendidos cerca de 10 quilos de maconha com os dois presos em flagrante.
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