Suspeito de matar namorada na Savassi é servidor do Cefet e já tinha sido afastado por infração


Circuito de segurança mostra suspeito saindo do apartamento logo depois do crime
Adalton Martins Gomes, de 45 anos, preso pela Polícia Civil por suspeita de assassinar a namorada em um apartamento na Savassi, em Belo Horizonte, é servidor público federal vinculado ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG).
O suspeito chegou a ser demitido da instituição após responder a um processo administrativo disciplinar (PAD) por infração, mas foi reintegrado ao cargo por decisão judicial em 2020.
Em nota, a instituição informou que Adalton ingressou no CEFET-MG em 15 de janeiro de 2009, no cargo de técnico em Tecnologia da Informação. A investigação interna foi instaurada em 2017 e resultou na demissão do servidor em 2018.
No entanto, em 2020, a 14ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Minas Gerais decidiu pela reintegração do servidor. A decisão foi alvo de recurso do CEFET-MG à segunda instância, onde o processo segue em tramitação.
Atualmente, Adalton ocupa o cargo no campus Nova Gameleira, em Belo Horizonte, mas estava de licença médica até o dia 6 de maio. Em abril, a direção do campus solicitou uma avaliação da capacidade laboral do servidor, mas ele não compareceu à perícia agendada.
O CEFET-MG não informou qual foi a infração atribuída ao servidor. O g1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça para esclarecer os motivos da reintegração e aguarda retorno.
Fotos mostram Giovanna Neves, de 22 anos, morta em BH, e o homem preso suspeito de feminicídio
Reprodução/ Polícia Civil
Morte de jovem passou a ser investigada como feminicídio
A morte da Giovanna Neves inicialmente era tratada como possível suicídio. Nesta terça-feira (19), a Polícia Civil divulgou que o caso passou a ser investigado como feminicídio. O namorado da vítima, Adalton Martins, foi preso preventivamente na última sexta-feira (15), suspeito de tentar forjar a cena do crime.
Segundo as investigações, ele também teria interesse no patrimônio da jovem, que herdou um apartamento avaliado em cerca de R$ 900 mil.
O corpo de Giovanna foi encontrado por uma amiga, que estranhou o fato de a jovem não responder mensagens nem comparecer a um almoço marcado. Ao chegar ao apartamento, a amiga encontrou a vítima sem sinais vitais e acionou o Samu.
Relacionamento recente
De acordo com a investigação, Giovanna e Adalton começaram a se relacionar em outubro de 2025 e estavam juntos havia cerca de quatro meses.
A Polícia Civil informou que, pouco tempo após o início do relacionamento, o homem passou a morar no apartamento da jovem e chegou a transferir contas da residência para o próprio nome.
Testemunhas disseram ainda que Giovanna mudou de comportamento após o início da relação. Amigos e familiares relataram afastamento social, mudanças na forma de se vestir e sinais de dependência psicológica e vulnerabilidade emocional.
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