Concurso para promotor do MP tem prova suspensa em SP por decisão da Justiça


Ministério Público do Estado de Mato Grosso faz concurso para promotor
Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT)
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu a aplicação da prova objetiva do concurso para promotor do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), em São Paulo. A decisão, publicada nessa terça-feira (19), é do desembargador Jones Gattass Dias e atende a um pedido que questiona a ausência de justificativa para realização do exame fora do estado.
Em nota, o MPMT informou que a aplicação de provas em outras capitais está prevista no edital, segue prática adotada por Ministérios Públicos estaduais e é autorizada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Segundo o órgão, a escolha de São Paulo, além de Cuiabá, teve como objetivo ampliar o acesso ao certame, reduzindo custos de deslocamento e logística para candidatos de diferentes regiões do país.
O Ministério Público afirmou ainda que respeita a decisão judicial, prestará os esclarecimentos solicitados e adotará medidas para manter o cronograma do concurso “sem prejuízo aos candidatos”.
O concurso oferece salário inicial de R$ 37,7 mil, oito vagas imediatas e formação de cadastro de reserva. A prova está marcada para o dia 14 de junho de 2026 e, conforme edital publicado em março, seria aplicada em Cuiabá e na capital paulista.
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A decisão atende a um mandado de segurança apresentado pelo advogado Igor Ferreira Leite, que questionou a falta de critérios objetivos e de fundamentação técnica para a definição de São Paulo como local de prova.
Segundo o advogado, pedidos de esclarecimento foram enviados à Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pelo concurso, à Ouvidoria do MPMT e ao Conselho Nacional do Ministério Público, mas as respostas recebidas foram consideradas insuficientes, o que motivou a ação.
Na decisão, o desembargador entendeu que, por se tratar de um concurso do Ministério Público de Mato Grosso, voltado ao preenchimento de cargos no estado, a escolha de um polo de prova fora do território mato-grossense deveria ter sido acompanhada de justificativa técnica adequada.
O magistrado determinou a notificação imediata das autoridades responsáveis pelo certame e exigiu a apresentação de documentos, como atas, estudos técnicos, pareceres e registros administrativos que embasaram a definição de São Paulo como local de aplicação da prova.
A decisão também cita dados sobre a distribuição dos inscritos no concurso. Conforme os documentos juntados ao processo, o certame reúne 2,4 mil candidatos, sendo 1,3 mil inscritos para realizar a prova em São Paulo e 1,1 mil em Cuiabá.
Para o magistrado, o fato de o polo paulista concentrar 54,17% dos candidatos reforça a necessidade de o MPMT esclarecer os critérios adotados para a escolha da capital paulista como local de aplicação do exame.
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