
Com sede em Guaxupé, Cooxupé atua há 94 anos no cooperativismo brasileiro
Crédito: Divulgação.
Com atuação no cooperativismo brasileiro há 94 anos, completados no mês de abril, a Cooxupé celebra o Dia Nacional do Café, destacando a importância do sistema cooperativista, que impulsionou a cooperativa diante da cafeicultura brasileira e da representatividade alcançada no mercado mundial quando o assunto é café.
O presidente Carlos Augusto Rodrigues de Melo lembra que são mais de nove décadas de uma história baseada em trabalho, confiança e união, o que consolidou a Cooxupé como a maior cooperativa cafeeira do mundo. Com sede em Guaxupé, Sul de Minas Gerais, hoje, a empresa conecta mais de 21 mil famílias cooperadas e exporta café verde tipo arábica para 50 países, em cinco continentes.
“Ao longo dessa trajetória, a Cooxupé cresceu ao lado do produtor, valorizando a agricultura familiar e investindo em qualidade, sustentabilidade e inovação. Mais do que números, representa pessoas e a força do cooperativismo no campo”, avalia Melo.
Presidente Carlos Augusto celebra a força do cooperativismo para o desenvolvimento da cafeicultura nacional
Crédito: Divulgação.
Desafios e avaliações
Mesmo diante de um cenário desafiador, a cooperativa segue avançando. Em 2025, na avaliação do presidente, fatores climáticos e gargalos logísticos impactaram a cafeicultura, mas não impediram resultados consistentes. Isso porque, a Cooxupé registrou recebimento de 6,075 milhões de sacas e embarcou 6,078 milhões, sendo 4,8 milhões de sacas destinadas às exportações diretas.
“Também superamos desafios relevantes, como o tarifaço, o cenário econômico com juros elevados e as questões trabalhistas no campo. Por outro lado, o bom momento de preços também contribuiu para um cenário de resultados positivos e de recordes, tanto para a Cooxupé quanto para os nossos produtores cooperados”, lembra ao fazer um balanço sobre o exercício passado.
A força cooperativista
Melo frisa que é importante dizer que todas as conquistas da Cooxupé estão embasadas pelo espírito cooperativista e todos os princípios que norteiam esse modelo de negócios, em que as pessoas são o foco central.
Minas Gerais, por exemplo, reforça a relevância do cooperativismo na área do café. O principal estado produtor do país deve colher neste ano 32,4 milhões de sacas, um salto de 25,9% frente às 25,7 milhões da safra anterior. Em 2025, Minas respondeu por 45,5% da produção brasileira e, para 2026, a expectativa é que essa participação avance para 49%, conforme dados da Secretaria de Agricultura de Minas Gerais. Já a Conab aponta que o estado mineiro concentra a maior área cultivada, com 1,4 milhão de hectares. O café arábica predomina com 99%. A área de MG equivale a 62% da área cultivada com café no país.
O Sistema Ocemg também apresenta uma realidade muito importante: o modelo cooperativista mineiro concentra 67% das cooperativas de café do país, conectando produtores a mercados de alto padrão e garantindo a essas famílias competitividade global.
Presença global
No cenário internacional, o Brasil exportou 40 milhões de sacas em 2025 e alcançou receita recorde de US$ 15,6 bilhões, segundo o Cecafé. Minas Gerais lidera esse movimento, com 66% do volume exportado.
A Cooxupé tem papel relevante nesse contexto, representando cerca de 17% da produção brasileira de arábica e 24% da mineira, conforme a Conab, considerando o volume de café recebido pela cooperativa.
“O café produzido pelas nossas famílias cooperadas alcança o mundo, chegando para clientes e consumidores de países como Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão, entre muitos outros”, pontua o presidente da Cooxupé.
Cooperativa exporta café verde tipo arábica para 50 países
Crédito: Divulgação
O futuro do cooperativismo
Olhando para frente, rumo ao centenário, Melo reafirma que a essência da Cooxupé reside na solidez da união junto aos cooperados e no comprometimento de cada colaborador que, atualmente, passa de 2.8 mil.
“A responsabilidade de nossa cooperativa aumenta a cada safra. E, como cooperativistas, seguimos como o elo vital entre a dedicação no campo e as exigências do mercado global, sempre pautados pela sustentabilidade na cafeicultura”, analisa Melo que completa: “nós todos da Cooxupé somos movidos pelo amor ao café. Nossa cooperativa continua olhando para o futuro, construindo novas oportunidades para nossos cooperados e para as próximas gerações”, conclui.
