Piloto de avião é condenado a 52 anos de prisão por feminicídio de namorada morta amamentando filha bebê


Caso Dinorah: namorado da vítima é condenado a 52 anos de prisão
O piloto de avisão Mayky Fernandes dos Santos foi condenado a 52 anos, quatro meses e 24 dias de prisão pelos crimes de tentativa de feminicídio e feminicídio. A vítima foi a comissária de bordo Dinorah Cristina Barbosa da Silva, de 35 anos, com quem ele tinha uma filha bebê de 8 meses. O crime aconteceu em outubro de 2019, em Maranguape II, em Paulista, no Grande Recife.
Dinorah foi morta na frente da mãe, enquanto amamentava a filha em casa, por dois homens encapuzados que invadiram a residência e que, segundo a sentença, foram contratados para praticar o crime. Mayky Fernandes é a sexta pessoa condenada por participação no feminicídio (entenda mais abaixo).
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A decisão foi proferida na quinta-feira (21), pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O julgamento ocorreu no Fórum de Paulista, no Grande Recife, mas o réu participou da sessão por videoconferência, já que está preso desde 2020 em São Paulo.
A pena de Mayky foi aumentada pelo fato de o crime ter sido praticado na presença da filha e da mãe da vítima. O juiz manteve a prisão preventiva e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.
Segundo as investigações, Mayky pediu para que Dinorah fizesse um aborto, mas ela não aceitou. O criminoso se envolvia com a comissária de bordo escondido da namorada.
Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), mãe dessa namorada, identificada como Maria Aparecida Brandão Batista, tinha “idolatria” pelo piloto e queria que ele casasse com a filha dela.
Ela ajudou o criminoso a planejar o assassinato. De São Paulo, onde moravam, eles contrataram pessoas para matar Dinorah. A primeira tentativa aconteceu dias antes , também em casa. Depois, os criminosos conseguiram invadir a residência e matar a vítima.
Os envolvidos, também condenados pelos crimes de tentativa de feminicídio e feminicídio, são:
Mayky Fernandes dos Santos: piloto de avião que se relacionava com Dinorah, um dos mandantes dos crimes. Condenado a 52 anos, quatro meses e 24 dias de prisão;
Maria Aparecida Brandão Batista: sogra de Mayky, uma das mandantes e financiadora dos dois crimes. Condenada a 49 anos e seis meses de prisão;
Douglas Dias Pereira: contratado para articular o feminicídio. Condenado a 29 anos e três meses de prisão;
Rosane Barbosa de Andrade: apontou nomes para a realização do feminicídio. Condenada a 25 anos e 8 meses de prisão;
Denis Pereira da Silva: um dos executores do feminicídio. Condenado a 33 anos de prisão;
Victor Hugo Lima da Silva: um dos executores do feminicídio. Condenado a 28 anos, 1 mês e 15 dias de prisão.
Relembre o caso
Dinorah Cristina Barbosa da Silva foi morta a tiros enquanto amamentava a filha de 8 meses em Paulista, no Grande Recife
Reprodução/TV Globo
Dinorah e Mayky se conheceram no trabalho, em 2018, e se relacionaram enquanto Mayky namorava outra mulher. A comissária descobriu a gravidez em setembro do mesmo ano e, ao ser informado, o piloto de avião pediu que ela abortasse.
Mayky chegou a levar Dinorah a uma clínica de Campinas (SP), onde ele morava, para realizar o procedimento. Mas Dinorah se recusou a fazer o aborto. As investigações apontaram que a motivação do crime foi justamente a renúncia da vítima de interromper a gravidez.
O crime aconteceu em 24 de outubro de 2019. Dinorah estava deitada no quarto amamentando a filha quando dois homens encapuzados invadiram a casa e atiraram nela.
A bebê e a mãe de Dinorah não foram atingidas. De acordo com a polícia, os envolvidos fizeram campana nas proximidades da casa da vítima para encontrar o momento exato para matá-la.
O crime aconteceu poucos dias após uma tentativa de homicídio sofrida por Dinorah, que também foi dentro de casa e a mando de Mayky e a sogra dele, Maria Aparecida Brandão Batista, que estavam em São Paulo.
Douglas Dias Pereira foi contratado pelos dois para agir como intermediador entres os executores e os mandantes do crime. Já Rosane Barbosa foi peça-chave para que eles conseguissem a execução do feminicídio, indicando o nome dos assassinos.
Denis Pereira de Souza e Victor Hugo Lima da Silva foram os homens contratados para matar Dinorah. Victor Hugo afirmou que recebeu R$ 4 mil para executar o crime.
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