
Falta de sinalização em ruas de Rio Preto causa acidentes e riscos aos motoristas
O pai do bebê de um ano, que morreu após a ambulância em que estava ser atingida por um carro e tombar, criticou a falta de cadeirinha ou bebê conforto no transporte da criança durante o transporte no dia 15 de maio no bairro São Tomaz, em São José do Rio Preto (SP).
De acordo com o boletim de ocorrência, a ambulância em que estavam a mãe e o bebê foi atingida pelo carro. Com o impacto, os dois foram arremessados para fora do veículo. O motorista do carro, que não apresentava sinais de embriaguez, disse à polícia que não conseguiu frear a tempo de evitar a colisão.
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Miguel Costa Silva e a mãe dele foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levados ao Hospital de Base. A mulher foi levada inconsciente com vários cortes na cabeça e hematomas, e ficou internada até a quinta-feira (21). A morte do bebê foi constatada pela equipe médica. Miguel era o caçula de três filhos.
Lucas Costa da Silva morreu em acidente entre ambulância e carro em Rio Preto (SP)
Lucas Costa da Silva/Arquivo pessoal
Em entrevista ao g1, o pai da criança, o operador de máquina Lucas Costa da Silva, disse que o filho fazia tratamento desde o nascimento no Hospital da Criança e Maternidade (HCM), onde era aplicada a medicação que usava devido a um problema raro de saúde.
Por isso, a família utilizava todas as sextas-feiras o transporte da Central de Remoções para ir até o hospital, já que Miguel dependia de aparelhos e da traqueostomia para respirar. Diante disso, o pai questionou as condições de segurança para o transporte das crianças dentro da ambulância.
“O meu filho deveria ser transportado em uma cadeirinha ou em um bebê conforto. A maca é solta dentro da ambulância. Então, se acontecer algum acidente, ele é lançado para fora do mesmo jeito. Isso precisa ser mudado com muita urgência”, disse o pai.
Mãe de Miguel estava na ambulância e ficou ferida em Rio Preto (SP)
Lucas Costa da Silva/Arquivo pessoal
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Falta de sinalização
Segundo o boletim de ocorrência, o motorista da ambulância tentava atravessar o cruzamento quando a traseira do veículo foi atingida por um carro. Imagens de câmera de segurança, que foram apresentadas à polícia, indicam que o motorista da ambulância avançou o pare, de acordo com o pai.
“Não tem sinalização no chão. Existe uma placa de ‘pare’ amarrada em um poste de energia. É de difícil visibilidade. Se tivesse a sinalização, a ambulância não teria avançado o pare. A sinalização é precária”, afirmou Lucas.
Bebê de 1 ano e 7 meses morre após após ambulância ser atingida por carro e tombar
Arquivo pessoal
Miguel Costa morreu em acidente entre ambulância e carro em Rio Preto (SP)
Lucas Costa da Silva/Arquivo pessoal
O que dizem as autoridades?
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que a criança era transportada pela Central de Remoções, serviço responsável pelo transporte de pacientes acamados, com limitações físicas ou dificuldade de locomoção.
Ainda segundo a pasta, o transporte havia sido solicitado pelo HCM após consulta ambulatorial e todos os protocolos de segurança foram seguidos.
O g1 questionou a Secretaria Municipal de Saúde sobre os protocolos adotados para o transporte de bebês em ambulâncias da rede pública, mas até a última atualização desta reportagem, não recebeu essa informação.
A mãe teve um corte na cabeça e foi levada inconsciente para o hospital. A criança não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada pela equipe médica
Arquivo pessoal
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