Kevin Warsh assume o Fed em meio à pressão sobre juros, inflação e petróleo

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O economista Kevin Warsh assumiu nesta sexta-feira (22) a presidência do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, substituindo Jerome Powell no comando da autoridade monetária americana. A posse ocorreu na Casa Branca, com a presença do presidente Donald Trump.

A troca no comando do Fed acontece em um momento de pressão para a política monetária dos Estados Unidos. A inflação segue acima da meta de 2%, enquanto a alta do petróleo e as tensões no Oriente Médio aumentam as incertezas sobre preços, juros e atividade econômica.

Por que a mudança no Fed importa para o mercado?

O Federal Reserve tem influência direta sobre os juros americanos, o dólar, os Treasuries e o apetite global por risco. Por isso, qualquer mudança de sinalização no banco central dos Estados Unidos pode afetar bolsas, moedas, commodities e mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Durante a cerimônia, Trump afirmou que espera independência do novo presidente do Fed, mas voltou a criticar a condução anterior da política monetária.

Warsh, por sua vez, prometeu uma gestão voltada a reformas na instituição, com foco em estabilidade de preços, emprego e revisão de práticas adotadas nos últimos anos.

Quem é Kevin Warsh?

Kevin Warsh já foi governador do Federal Reserve entre 2006 e 2011, período que incluiu a crise financeira global de 2008. Nos últimos anos, passou a ser visto como uma voz crítica a decisões recentes do Fed, especialmente em relação à condução dos juros e ao tamanho do balanço da autoridade monetária.

A chegada de Warsh ao comando do Fed será acompanhada de perto por investidores porque ocorre em meio a pressões políticas por juros mais baixos.

Ainda assim, o novo presidente terá de equilibrar esse ambiente com o mandato institucional do banco central americano: controlar a inflação e sustentar o máximo emprego.

Primeiro teste será em junho

O primeiro grande teste da nova gestão será a próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto, marcada para junho. O encontro terá atualização das projeções econômicas do Fed para juros, inflação, crescimento e mercado de trabalho.

Para o mercado, a dúvida central é se Warsh manterá uma postura de cautela ou se buscará imprimir uma mudança mais clara na condução da política monetária americana. A resposta pode mexer com as expectativas para cortes ou manutenção de juros nos Estados Unidos.

Com inflação ainda pressionada, petróleo em alta e incerteza geopolítica no radar, a posse de Kevin Warsh abre uma nova fase no Federal Reserve.

Os próximos discursos e decisões do novo presidente serão acompanhados como sinal do grau de independência da instituição e do rumo dos juros americanos.

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