
Funcionários do CHS denunciam transferências após mudança na gestão
Funcionários concursados do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) denunciam que estão sendo transferidos de unidade sem aviso prévio. A suspeita é de que as mudanças visam substituir gradualmente os servidores públicos por funcionários contratados pela Organização Social de Saúde (OSS) Seconci-SP, que administra o hospital. A situação ocorre em meio a um cenário político em que investigações sobre a saúde na cidade não avançam na Câmara Municipal.
Conforme apurado pela TV TEM, a preocupação dos funcionários surgiu após receberem uma lista com seus nomes e novos setores de trabalho, indicando as transferências. Atualmente, o CHS tem 2.330 funcionários, dos quais 30% são concursados do estado e 70% são contratados via CLT pela OSS.
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Em nota, o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Sorocaba confirmou as transferências, afirmando que “mantém diálogo com os servidores” e que o processo faz parte de uma “transição conduzida de forma gradual, planejada e responsável desde o início da gestão pela organização social, em novembro de 2018”.
O DRS também informou que a Seconci-SP “já conduz a contratação de profissionais para reposição das equipes”, garantindo que não haverá impacto no atendimento. A Seconci preferiu não se pronunciar.
“O DRS reforça que a transição vem sendo conduzida de forma gradual, planejada e responsável desde o início da gestão pela organização social, em novembro de 2018, em conformidade com as diretrizes administrativas da Secretaria de Estado da Saúde e com o planejamento regional da rede, sem impacto na prestação dos serviços”, também diz a nota.
Investigações sobre a saúde não avançam na Câmara
A denúncia dos servidores ocorre em um momento em que investigações sobre a saúde em Sorocaba são barradas na Câmara Municipal. Em abril, os vereadores consideraram inconstitucional a abertura de uma CPI para apurar denúncias de negligência, mortes suspeitas e superlotação no próprio CHS.
Este foi o terceiro pedido de investigação relacionado à saúde que não avançou na Câmara este ano. Em abril, a Câmara considerou inconstitucional a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de negligência, mortes suspeitas e superlotação no CHS.
Meses antes, foram arquivados dois pedidos de Comissão Processante contra o prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), também por suspeitas na área da saúde.
A ideia de criação da CPI foi impulsionada por um dossiê de 40 páginas apresentado pelo vereador Ítalo Moreira (Missão) após uma audiência pública em abril. O documento reúne fotos, depoimentos e reportagens sobre a situação do hospital.
Além disso, entre os casos que motivaram a investigação está a morte de um bebê após o parto no CHS, noticiada pelo g1 em fevereiro.
A CPI barrada sobre o CHS pretendia investigar:
Mortes suspeitas e possíveis falhas no atendimento, como o caso de um bebê que morreu após o parto em fevereiro.
Superlotação e uso inadequado de leitos.
Atrasos em cirurgias que podem ter agravado a saúde de pacientes.
Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS)
Beatriz Pereira/g1
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