Tulsi Gabbard deixa chefia da inteligência de Trump em meio a rumores de pressão da Casa Branca

A diretora de inteligência nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, anunciou nesta sexta-feira (22) sua renúncia ao cargo no governo de Donald Trump. Segundo a ex-congressista, a decisão foi motivada pelo diagnóstico de uma forma rara de câncer ósseo em seu marido, Abraham Williams.

De acordo com informações divulgadas primeiramente pela Fox News Digital, Gabbard comunicou Trump sobre sua saída durante uma reunião no Salão Oval. A renúncia deve entrar em vigor em 30 de junho.

Apesar da justificativa oficial, fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que a ex-diretora teria sido “forçada a sair” pela Casa Branca após divergências internas envolvendo temas de política externa e segurança nacional, especialmente relacionados ao Irã.

Em publicação na rede social X, o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, negou qualquer pressão política e afirmou que Gabbard deixa o cargo exclusivamente para acompanhar o tratamento do marido.

“Tulsi Gabbard é uma patriota da America First que serviu fielmente e extremamente bem a este país nos últimos 16 meses”, escreveu o porta-voz.

Na carta de demissão publicada nas redes sociais, Gabbard agradeceu ao presidente norte-americano pela confiança depositada ao longo de seu período à frente do Gabinete da Diretoria de Inteligência Nacional.

“Não posso, em sã consciência, pedir a ele que enfrente essa luta sozinho enquanto eu continuo nesse cargo exigente e que consome muito do meu tempo”, afirmou a ex-diretora ao comentar o estado de saúde do marido.

Diferenças sobre Irã e segurança nacional aumentaram desgaste

Nos bastidores, a saída de Gabbard ocorre após meses de desgaste com integrantes do governo Trump. Em março, o presidente já havia indicado divergências com a então chefe de inteligência sobre a condução da política em relação ao Irã, afirmando que ela possuía uma postura “mais branda” sobre as ambições nucleares de Teerã.

Segundo a agência Reuters, fontes teriam dito que Gabbard também ficou de fora de discussões estratégicas envolvendo operações militares dos Estados Unidos relacionadas à Venezuela, Irã e Cuba, o que reforçou especulações sobre perda de influência dentro da administração republicana.

Ainda em abril, integrantes da Casa Branca relataram que Trump demonstrava insatisfação com a atuação da diretora e já consultava aliados sobre possíveis substitutos para o comando da inteligência nacional.

Após o anúncio da renúncia, Trump afirmou em publicação na Truth Social que o atual vice-diretor de inteligência nacional, Aaron Lukas, assumirá interinamente o cargo.

O presidente elogiou a atuação de Gabbard no governo e afirmou que ela deixa a função para apoiar o marido “em uma dura batalha” contra o câncer.

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