Delação de ‘Beto Louco’ e ‘Primo’ levou à operação contra servidor público suspeito de sonegar R$ 400 milhões na Bahia


Além das prisões, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Operação Khalas
Polícia Civil
Uma delação feita pelos empresários Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, levou à operação que prendeu um servidor público e outras duas pessoas na Bahia. O grupo é suspeito de sonegar R$ 400 milhões.
A dupla já tinha tentado um acordo com os Ministérios Públicos de São Paulo (MP-SB) e do Piauí (MP-PI), mas não conseguiu. Ao contrário do órgão, os promotores baianos teriam considerado as provas apresentadas robustas e levaram o trato adiante.
Procurada pelo g1, no entanto, a assessoria do MP-BA afirmou não ter conhecimento do fato até então.
📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia
A ação deflagrada na quinta-feira (21) também cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em quatro cidades. O servidor trabalhava na Secretaria da Fazenda do Estado. As investigações apontam que os suspeitos lavavam dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Servidor da Sefaz foi preso durante a operação nesta quinta-feira (21)
Redes sociais
Segundo a apuração, o grupo criminoso adulterava combustíveis e mais de 100 milhões de litros podem ter sido adulterados entre 2023 e 2026. Uma refinaria em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), é investigada na operação.
Ainda segundo a polícia, o grupo atua como braço financeiro e logístico da facção, usando postos de combustíveis e empresas de transportes para lavar dinheiro.
O servidor público preso foi identificado como Olavo José Gouveia Oliva. Ele é auditor fiscal e atua na Coordenação de Petróleo e Combustíveis (COPEC), da Sefaz-BA. Com ele, foram apreendidos R$ 250 mil em dinheiro.
Em nota, a Sefaz informou que participa das investigações que resultaram na “Operação Khalas” e que segue acompanhando as apurações. O g1 tenta contatar a defesa do servidor. (Confira a nota completa da Sefaz ao fim da reportagem)
Mandados foram cumpridos em Salvador, Feira de Santana, Candeias e Camaçari
Polícia Civil
Conforme informado pela polícia, o esquema tinha como objetivo ocultar a importação de nafta e solventes químicos, que eram desviados para unidades de misturas clandestinas. O grupo criminoso pagava vantagens para servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades legais.
As prisões preventivas foram cumpridas durante a “Operação Khalas”. Outros dois servidores públicos municipais de Candeias, cidade da Região Metropolitana de Salvador (RMS), foram afastadas das suas funções.
Os mandados de busca e apreensão em Salvador; Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia; e nas cidades de Camaçari e Candeias, ambas na RMS.
Confira a nota completa da Sefaz:
“O órgão de investigação da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), a Infip – Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa, participa das ações que resultaram na “Operação Khalas” e segue acompanhando as apurações. Este trabalho também terá desdobramentos no âmbito administrativo, com apurações a cargo da Corregedoria da Fazenda Estadual, e na área fiscal, pela Superintendência de Administração Tributária.
Em casos desta natureza, a Sefaz-Ba enfatiza que age sempre respeitando todos os passos do processo legal, mas mantendo o máximo rigor”.
LEIA TAMBÉM:
PF investiga suspeita de fraude em contrato de R$ 15,5 milhões da merenda escolar em Ilhéus
Homem alvo de operação ataca policiais com facão na Bahia
Cinco suspeitos são presos na BA e PE em operação contra grupo responsável por empréstimos fraudulentos
Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.
Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
Adicionar aos favoritos o Link permanente.