
O trevo Waldo Adalberto da Silveira, conhecido como Trevão de Ribeirão Preto, é considerado o maior trevo do Brasil, segundo o governo estadual após uma grande reforma feita entre 2013 e 2014. O local fica no km 307,5 da Rodovia Anhanguera (SP-330), no interior de São Paulo, e também pode ser um dos maiores complexos viários da América do Sul, segundo Geraldo Alckmin (PSD), então governador.
O trevo Waldo Adalberto da Silveira, conhecido como Trevão de Ribeirão Preto, é considerado o maior trevo do Brasil, segundo o governo estadual após uma grande reforma feita entre 2013 e 2014. O local fica no km 307,5 da Rodovia Anhanguera, no interior de São Paulo. pic.twitter.com/RMEaGA9f6n
— iG (@iG) May 18, 2026
A obra começou em maio de 2013 e fez parte de um pacote de investimentos de mais de R$ 1,3 bilhão em estradas e aeroportos nas regiões de Ribeirão Preto, Franca e Barretos, todas no estado de São Paulo.
A reforma foi feita pelo governo estadual, com execução da concessionária Autovias e fiscalização da Artesp. O objetivo era melhorar o trânsito e aumentar a segurança, já que o número de veículos cresceu muito e a estrutura antiga já não dava conta.
Segundo a Arteris ViaPaulista, o local é considerado a “principal porta de entrada” de Ribeirão Preto e um dos maiores pontos de ligação de rodovias do país. Ele conecta quatro rodovias importantes e a Avenida Castelo Branco, com passagem de mais de 80 mil veículos por dia. Por causa do tamanho e da quantidade de acessos e viadutos, a obra é considerada única na região. A concessionária também descreve o complexo como uma “obra de arte” e um “cartão de visita” da região.
O trevo foi construído originalmente em 1972, no formato de uma grande rotatória com 420 metros de diâmetro. Antes da reforma, já recebia cerca de 80 mil veículos por dia. Nos horários de maior movimento, entre 07h e 08h30 e entre 17h e 18h30, esse número chegava a oito mil veículos por hora. Devido ao entrelaçamento confuso do tráfego, eram registradas diversas colisões no local.
O local faz a ligação entre vias importantes da região:
- Rodovia Anhanguera (SP-330)
- Rodovia Abrão Assed (SP-333)
- Rodovia Antônio Machado Sant’Anna (SP-255)
- Rodovia Carlos Tonanni (SP-322)
- Avenida Castelo Branco (SPA 307/330)
O novo projeto foi feito para evitar cruzamentos diretos entre os veículos. Com isso, o trânsito ficou mais fluido, com movimento contínuo em todos os sentidos e menos risco de acidentes.
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Obra de remodelação
A reforma custou cerca de R$ 120 milhões. O novo trevo passou a ter oito viadutos, 20 acessos e uma passarela de 440 metros para pedestres. Essa passarela também pode ser usada por ciclistas e foi adaptada para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, com rampas, iluminação e itens de segurança.
As pistas somam 11,8 quilômetros e foram planejadas para suportar o trânsito da região pelos próximos 30 anos, segundo o governo de São Paulo.
A primeira parte da obra foi entregue em junho de 2014. Nessa fase, foram liberadas ligações importantes, facilitando o deslocamento entre Ribeirão Preto e cidades próximas, como Serrana, cidade paulista. Também foram construídos viadutos e passagens por baixo da antiga rotatória, permitindo viagens mais rápidas e sem interrupções. Segundo o governo estadual, essa etapa recebeu cerca de R$ 43 milhões em investimentos.
A segunda etapa incluiu a integração das rodovias Rodovia Carlos Tonanni (SP-322) e Rodovia Antônio Machado Sant’Anna (SP-255) com a Rodovia Anhanguera (SP-330).
A obra foi finalizada antes do prazo, em dezembro de 2014, e começou a funcionar completamente em janeiro de 2015. A entrega total incluiu todas as conexões e a passarela para pedestres.
Impactos na região
A reforma beneficiou mais de 1,5 milhão de pessoas na região de Ribeirão Preto e gerou cerca de 1,5 mil empregos durante as obras.
Segundo o governo, o novo trevo ajudou a diminuir os congestionamentos na entrada e saída da cidade, aumentou a capacidade de tráfego e tornou o local mais seguro. A retirada dos pontos onde os carros se cruzavam foi essencial para reduzir acidentes.
A obra faz parte de um conjunto maior de investimentos em infraestrutura na região, que ultrapassou R$ 1,3 bilhão.
Na época do anúncio, em 2013, o então governador Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que se tratava de uma das maiores obras do interior do Brasil e que funcionaria como “um novo trevo”, preparado para atender a demanda por pelo menos 30 anos.
Segundo o governo, o projeto também apresentou taxa interna de retorno estimada em 8,2%, sendo considerado eficiente do ponto de vista econômico.
