Fortaleza registra 11 casos de raiva em morcegos em 9 bairros; veja quais são


Fortaleza registra 11 casos de raiva em morcegos e reforça alerta para vacinação de cães e gatos.
Prefeitura de Jundiaí/Divulgação
Onze morcegos testaram positivo para raiva em Fortaleza ,entre os meses de janeiro e maio de deste ano, conforme divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde nesta sexta-feira (22).
⛔ A raiva é uma doença infecciosa grave que atinge o Sistema Nervoso Central de mamíferos, levando-os à morte em aproximadamente 100% dos casos. O vírus do gênero Lyssavirus, causador da infecção, pode ser transmitido a humanos por meio de mordedura, lambedura ou arranhadura de animais contaminados.
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Os animais infectados foram encontrados em nove bairros da capital:
Serrinha
Raquel de Queiroz
Vila União
Itaoca
Antônio Bezerra
Bom Jardim
Coaçu
Parque Dois Irmãos e
Parque Manibura.
Conforme e Secretaria, as amostras com resultado positivo para o vírus da raiva seguem em análise laboratorial para caracterização das variantes virais.
Desde 2003, a capital cearense não registra casos de raiva humana. Já em outros municípios do Estado, ocorreram seis óbitos pela doença entre 2008 e 2023.
Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Josete Malheiro Tavares, a vacina é a principal forma de proteção para os animais e também para os seres humanos.
“A vacinação de cães e gatos é fundamental para impedir a circulação da doença no ciclo urbano e proteger toda a população. Mesmo sem casos humanos há mais de duas décadas, a presença do vírus em morcegos exige vigilância permanente e responsabilidade coletiva”, disse Josete Malheiros.
Orientação
Raiva pode ser transmitida a humanos por meio de mordedura, lambedura ou arranhadura de animais contaminados.
Reprodução
A orientação do órgão é que a população não toque em morcegos ou outros animais silvestres, principalmente quando forem encontrados caídos no chão, voando durante o dia ou apresentando comportamento incomum.
Em caso de contato, mordida ou arranhão, a recomendação é procurar imediatamente um posto de saúde.
Cães e gatos que tiveram contato com esses animais também devem ser avaliados por um médico-veterinário e acompanhados pelas Unidades de Vigilância em Zoonoses (UVZ).
Além das ações de monitoramento e investigação epidemiológica, os agentes intensificam atividades educativas, visitas domiciliares e orientações à população sobre a prevenção da raiva.
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