
A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o risco de um surto nacional do vírus Ebola do tipo Bundibugyo para “muito alto” na República Democrática do Congo. A avaliação foi divulgada em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (22).
O risco de uma epidemia global continua baixo.
A atualização sobre o surto dos casos de Ebola no Congo foi feita pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
De acordo com o diretor, o vírus está se espalhando rapidamente e a OMS tem consciência de que o surto pode ser bem maior do que parece.
Nessa nova avaliação, a OMS classificou o risco de um surto como muito alto em nível nacional, alto em nível regional e baixo em nível global.
Anteriormente, a OMS classificava os riscos como altos nos níveis nacional e regional e baixos no nível global.
Ainda de acordo com a OMS, até o momento, foram confirmados 82 casos da doença, com sete mortes. Mas, segundo o diretor, há cerca de 177 mortes suspeitas.
O Diretor-Geral também afirmou que vai liberar cerca de US$ 3,9 milhões do Fundo de Contingência para Emergências para o país.
Este surto de Ebola é causado pelo vírus Bundibugyo e não há vacina ou tratamentos aprovados contra ele.
Ainda de acordo com a OMS, houve apenas dois surtos anteriores de Bundibugyo, um em Uganda em 2007 e outro também na República Democrática do Congo, há cerca de 14 anos, em 2012.
Preparação Copa do Mundo
A epidemia de ebola na República Democrática do Congo mudou completamente o planejamento de preparação final da seleção para a Copa do Mundo. A menos de um mês do início do mundial, a Federação Congolesa de Futebol cancelou parte da programação que aconteceria em Kinshasa, capital do país, por causa do avanço da doença.
Até então, estavam previstos uma concentração para os últimos treinamentos no país e um evento de despedida com a população antes do embarque da delegação para os Estados Unidos, sede da competição junto ao Canadá e México.
Com os compromissos cancelados em Kinshasa, parte da preparação da seleção foi transferida para a Bélgica. A equipe ficará concentrada em Bruxelas, onde estão previstos um treino aberto ao público e uma cerimônia com o presidente congolês, Félix Tshisekedi.
De acordo com a federação congolesa, todos os jogadores da seleção, que majoritariamente jogam por clubes internacionais, estão fora do país e não correm risco. A FIFA também se pronunciou sobre o caso e afirmou que a participação do Congo na Copa está mantida e não sofre nenhum tipo de risco.

