‘Devemos pedir licença e escutar’: ministro Edson Fachin fala sobre mutirão do CNJ com 12 mil atendimentos no Marajó


Mutirão leva serviços à Ilha do Marajó, PA
Em visita ao Marajó, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, participou do último dia do programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal. O CNJ divulgou neste sábado (23) que 12 mil pessoas foram atendidas pelo mutirão de serviços de saúde, justiça e cidadania em Breves e Portel.
Na sexta-feira (22), no encerramento do mutirão, Fachin destacou a grande participação dos moradores nas ações que reuniram cerca de 50 instituições e foram coordenadas CNJ e falou sobre a importância de se escutar as comunidades.
“Perguntar o que as pessoas precisam, o que as pessoas desejam. E não chegamos aqui, nem devemos chegar, com receitas prontas. Como em qualquer lugar, devemos pedir licença para entrar na casa das pessoas e escutar. Assim foi feito”, afirmou Fachin.
Veja aqui como foram os atendimentos
✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp
Durante cinco dias, foram realizados atendimentos em ginásios, escolas, barcos à população de Breves, Portel e Melgaço (reveja no vídeo acima). Na região o acesso a serviços básicos exige longas viagens de barco.
Ministro Edson Fachin participou de mutirão de serviços no Marajó
CNJ/Divulgação
🔍 🏥 Breves fica distante cerca de 200 quilômetros de Belém em linha reta e a cerca de 12 horas de barco. Já Portel fica ainda mais longe da capital, aproximadamente 280 quilômetros, com viagem de barco mais longa. Na região é dificil conseguir atendimentos públicos especializados. O poder público municipal dessas cidades diz que busca melhorar os atendimentos, incluindo ações como telemedicina.
Visita a unidade prisional
Ainda no Marajó, o ministro também visitou uma Unidade de Custódia e Reinserção (UCR) de Breves onde foi inaugurada, na sexta-fera (22) uma fábrica de artefatos de concreto e uma biblioteca. Ele falou sobre a iniciativa como exemplo de ações para ajudar na ressocialização de pessoas privadas de liberdade.
“Significa uma dimensão da empregabilidade quando o detento vai se colocar para a reinserção social, até a biblioteca, que significa muito para a proteção da humanidade daqueles que, nada obstante tenham cometido delito e devam responder, também precisam ser tratados com respeito para que possam se reinserir na família, na sociedade e no trabalho”, disse o ministro.
Ministro Edson Fachin visitou ações em unidade prisional em Breves
Augusto Miranda/Agência Pará
Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal
Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal oferta atendimento em Breves
TJPA/Divulgação
A ação coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reuniu 50 instituções, incluindo Justiça, Inss, Ministério Público, atendimentos de saúde através do programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal.
Em Portel, três unidades básicas fluviais transformaram a orla da cidade em ponto de atendimento. A movimentação foi intensa, com moradores de comunidades distantes em busca de consultas com especialistas, um dos maiores desafios na região.
Moradores de Melgaço, município também no Marajó e com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, também foram atendidos. Eles atravessaram o rio com o transporte gratuito diário de Melgaço até Portel para garantir os atendimentos.
Moradores de Melgaço pegam barco até Portel para atendimentos em Mutirão, no Marajó
Edenilton Marques/TV Liberal
VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará
Adicionar aos favoritos o Link permanente.