
Ypê diz que vai reembolsar consumidores por produtos suspensos pela Anvisa
A Ypê afirmou neste sábado (24) que não avalia, neste momento, medidas como layoff ou férias coletivas para os funcionários que atuam nas linhas de produção paralisadas após a suspensão determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo a empresa, cerca de 450 a 500 trabalhadores foram diretamente impactados e seguem mobilizados nas ações de melhoria e adequação dos processos. Outros 3 mil, de setores ligados à logística e transporte, por exemplo, podem ter impactos indiretos em seus trabalhos.
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“Os funcionários das linhas de produção paralisadas estão mobilizados na implementação das melhorias nos processos da empresa, o que possibilitou acelerar o cronograma apresentado à Anvisa”, informou a fabricante em resposta enviada ao g1.
“A empresa acredita na pronta retomada das suas atividades e na normalização das operações no menor tempo possível, razão pela qual não está em avaliação qualquer possibilidade de lay off ou férias coletivas.
Adequações e previsão de retomada
A Ypê informou que segue executando o plano de ação e conformidade apresentado à Anvisa. Segundo a fabricante, o plano foi entregue à agência em dezembro do ano passado e vem sendo executado “de maneira consistente e acelerada”.
Declarou ainda que “conforme cronograma apresentado para a agência, o foco é demonstrar para a Anvisa a consistência dos processos e controles implementados, com o objetivo de liberar a retomada da produção e a liberação de uso para os lotes que estão hoje no mercado”.
“A empresa está em contato permanente com a Anvisa, que vem recomendando aprimoramentos ao plano, que estão sendo prontamente atendidos pela Ypê”, afirmou.
Sobre uma possível nova vistoria nas unidades afetadas, disse que mantém colaboração constante com a agência. “A definição quanto a uma nova fiscalização é prerrogativa da agência e a empresa está trabalhando com os seus técnicos para uma solução no menor tempo possível”, declarou.
Na sexta-feira (23), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou ao g1 que aguarda a Ypê entregar um Plano de Gestão para lidar com os lotes que já haviam sido distribuídos de produtos da marca suspensos por falhas em etapas críticas do processo produtivo.
Relembre o caso
Produtos pertencem a lotes cuja numeração termina com o número 1
Reprodução/EPTV
O caso veio à tona no dia 7 de maio, após inspeções realizadas na fábrica em Amparo (SP), em conjunto com órgãos de vigilância sanitária paulista.
A agência determinou a suspensão da produção, venda e uso de todos os lotes de detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes cujos códigos terminam com o número 1.
Caso Ypê: empresa pede que produtos afetados não sejam usados e reafirma reembolso
A Ypê orientou os consumidores a não usar nem descartar os produtos suspensos pela Anvisa. A empresa também reafirmou que os clientes podem pedir o reembolso dos itens pelos canais de atendimento oficiais. Clique aqui e veja o passo a passo para pedir o dinheiro de volta pela internet.
O complexo industrial da Ypê em Amparo é o maior da empresa e conta com oito unidades de fabricação. Duas seguem paralisadas: uma de detergentes e outra de lava-roupas líquidos e desinfetantes. As demais continuam operando normalmente.
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Fotos mostram processo de produção na fábrica da Ypê.
Reprodução
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