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Quando a afegã Roya Karimi tinha 14 anos, ela se casou contra a sua vontade. Aos 15, teve um filho.
“Era como uma prisão. Eu não tinha o direito de ter nenhuma opinião sobre a vida”, lembra a afegã, que hoje está retomando a própria vida como fisiculturista.
A reviravolta se deu quando ela tinha 17 anos e decidiu fugir para a Noruega com o filho de dois anos. Lá, Roya encontrou segurança, liberdade e independência, e começou a estudar enfermagem.
“Eu estava muito animada, estudando matérias que eu nunca tinha conhecido antes. Todos os alunos iam embora, mas eu ficava na escola mais três ou quatro horas, estudando e fazendo perguntas para todos os professores.”
Foi então que ela encontrou um espaço para se curar. “A musculação e a academia me ajudaram muito. Me ajudaram nos desafios mentais e físicos”, afirma Roya.
Na Noruega, Roya também encontrou o amor. O marido, Kamal, a apresentou ao fisiculturismo, e ela começou a competir. “Eu uso minhas redes sociais como motivação para outras meninas.”
Hoje, ela já conquistou títulos nacionais e europeus, e isso é só o começo. Roya quer alcançar o mais alto nível do fisiculturismo.
Afegã que fugiu do país reconstrói vida como fisiculturista
Reprodução/DW
