
Justiça lançou programa que visa profissionalisar e integrar mais presos no mercado de trabalho em MT
Divulgação
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) lançou o programa Emprega Lab, que integra as ações do Plano Pena Justa e viabiliza a entrada de presos e ex-presidiários no mercado de trabalho, tanto privado e público.
Segundo a Justiça, o programa tem como objetivo fortalecer a dignidade, a cidadania e a reintegração social no sistema penitenciário brasileiro e deve servir de modelo para o país.
O secretário de Justiça de Mato Grosso, Walter Furtado Filho, informou que, atualmente, existem mais de 16 mil presos, e cerca de 3 mil deles já estão trabalhando no estado.
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O Supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (GMF), desembargador Orlando Perri relatou que procuram junto com as industrias transformar as cadeias em “presídios industrias”
“Uma forma de possiblilitar os reeducandos a possibilidade de trabalho e profissionalização que eles vão necessitar quando ganharem a liberdade” informou.
Agora no g1
De acordo com o desembargador Luís Geraldo Santana Lanfredi, se trata de uma arrancada, onde as primeiras vagas vão surgir de forma estruturada.
“Isso deve despertar a ação de empregabilidade da mão de obra reprimida, mal utilizada, que pode gerar riqueza para o país”, disse.
O evento reuniu concessionárias e empresas ligadas ao setor de transportes, que discutiram sobre a criação de novas vagas de trabalho e ampliação da participação da iniciativa privada na política de empregabilidade do sistema prisional.
Já o representante Ministério dos Transportes, Ricardo Meirelles, contou que a estratégia do ministério é atrair as concessionarias das rodovias federais e empresas que prestam serviços a elas. Devido a maior flexibilidade na contratação de mão de obras
Para o gerente de programas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), David Marques, oferecer empregos dignos aos presos, é também uma forma de infrentar a inflência das organizações criminosas.
A concessionaria da Nova Rota do Oeste informou que vai oferecer 43 vagas aos detentos, seguindo pela empresa SS Trevo com 40 com possibilidade de ser ampliado a 80 vagas.
