
O pai de Henry Borel, Leniel Borel de Almeida Junior (Progressistas), afirmou nesta segunda-feira (25) que pretende apresentar aos jurados um suposto episódio envolvendo outra criança durante o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino de 4 anos.
A declaração foi dada antes da retomada do julgamento no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro. Segundo Leniel, o caso nunca teria sido investigado nem divulgado anteriormente.
- SAIBA MAIS: Caso Henry Borel: começa julgamento de mãe e padrasto no Rio
Sem apresentar detalhes sobre o episódio citado, Leniel disse que a assistência de acusação pretende utilizar o julgamento para expor elementos que, segundo ele, ajudam a demonstrar o comportamento do ex-vereador.
O iG procurou a assessoria de Leniel para comentar as declarações feitas e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.
“Começo do fim”
No discurso antes do início da sessão, Leniel classificou a retomada do julgamento como um momento decisivo na busca por responsabilização pela morte do filho.
“Acho que chegamos ao começo do fim”, afirmou.
Ele também voltou a defender a tese da acusação de que Jairinho e Monique devem responder pela morte da criança.
“Se três pessoas entraram vivas naquele apartamento, dois adultos e uma criança, e depois saem dois adultos e uma criança morta, o que é que aconteceu naquele apartamento?”, questionou.
Segundo Leniel, nenhum dos acusados explicou de forma convincente o que ocorreu na madrugada da morte de Henry.
“Nunca falam o que aconteceu naquele apartamento. Se ambos não falam o que aconteceu, os dois estão na mesma pena, os dois estão no mesmo crime”, disse.
Críticas à demora do julgamento
Leniel também criticou o tempo entre a conclusão da fase de instrução e a realização do júri popular.
“Por que cinco anos para fazer justiça por uma criança?”, questionou.
De acordo com ele, os recursos apresentados pelas defesas contribuíram para prolongar a tramitação do processo.
Jairinho e Monique respondem por homicídio triplamente qualificado e outros crimes relacionados à morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021. Ambos negam participação no crime.
