
Como democrata, acredito que cada pessoa ou entidade pode manifestar suas opiniões, por mais contraditórias ou estapafúrdias que sejam.
Ao mesmo tempo, não aceito que qualquer pessoa ou grupo use de mentiras para fazer valer sua opinião política. E é exatamente isso que o SIMPA – Sindicato dos Municipários de Porto Alegre faz em seu recente manifesto.
Sem nenhum apoio na realidade eles afirmam que o Sionismo é uma corrente política-ideológica, racista e de extrema-direita. Ora, o Sionismo é uma ideologia que reivindica o direito do Povo Judeu a uma pátria na localização histórica onde este povo nasceu, onde viveu de forma contínua por quase 3.000 anos, pois apesar das expulsões pelos Babilônios e 656 anos mais tarde, pelos Romanos, não houve um único dia na história sem presença judaica em Israel.
A alegação de ser um movimento de extrema direita mostra claramente o desconhecimento (ou a imbecilidade) dos autores. O Sionismo foi inicialmente um movimento das esquerdas judaicas, com grupos como Chovevei Tzion, Bilu, Mapai, Mapam, Achdut Haavodá e outros. Mais tarde se juntam ao movimento grupos de centro e de direita e ainda grupos sem qualquer identidade política como Hadassa, Wizo, Macabi etc. O Sionismo abrange hoje correntes de todo tipo de pensamento.
A afirmação que o Sionismo é racista é mais uma mentira. Israel não distingue em suas leis entre Judeus, Cristãos, Muçulmanos ou Ateus. Ao mesmo tempo, Israel é a única nação no mundo que retirou negros da África para a liberdade, ao contrário de todos os demais que lá buscaram escravos.
Outra acusação torpe é a de “genocídio palestino”. Embora seja inegável que houve mortes de não envolvidos nas guerras, Israel jamais buscou atingir civis. Não há registro de outro país que avise o inimigo onde vai atacar, que dá tempo para os civis evacuarem, que cria zonas de proteção e que fornece centenas de milhares de carregamentos de alimentos, medicamentos, roupa e abrigos a civis do inimigo. Finalmente não se pode ignorar a acusação mentirosa de Apartheid, que, na verdade, é praticada pelas autoridades da Palestina. Em Israel há milhares de médicos e enfermeiros árabes nos hospitais, na Palestina não há sequer um Judeu em hospitais. Em Israel qualquer árabe pode comprar casa, terreno, apartamento. Na Palestina quem vende a Judeu pode ser condenado à morte. Em Israel há juizes árabes, policiais, embaixadores, jogadores na seleção nacional, donos de redes de supermercados, donos de construtoras, de shopping centers etc. Não há um único judeu em nenhuma destas profissões na Palestina, onde realmente existe Apartheid.
O SIMPA tem o direito de manifestar-se contra quem quiser. No entanto, o uso de meias verdades e mentiras abomináveis transforma sua manifestação em um documento com o mesmo valor de uma nota de R$ 35,00.
