
O julgamento do caso Henry Borel, envolvendo o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foi interrompido na tarde desta segunda-feira (25).
A expectativa é de que a sessão seja retomada na manhã desta terça-feira (26), às 9h. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o julgamento deve se estender ao longo da semana.
A paralisação aconteceu após a juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, negar mais 23 requerimentos do ex-vereador para anular parcial ou integralmente o julgamento.
Durante a tarde, a defesa de Jairinho passou cerca de 1h30 apresentando pedidos para tentar protelar o processo. O júri foi suspenso sem que nenhuma das testemunhas tenha sido ouvida.
O julgamento já havia sido adiado na manhã desta segunda-feira, mas a juíza voltou atrás da decisão e decidiu manter o júri.
Dr. Jairinho é acusado pela morte do enteado, que na época tinha quatro anos. Além dele, a mãe do menino, Monique Medeiros Costa e Silva, também é acusada.
Juíza voltou atrás
Logo após o início do julgamento do caso Henry Borel, a juíza responsável decidiu adiar o júri. Porém, logo em seguida ela recuou na decisão e o julgamento prosseguiu.
A decisão do adiamento havia sido tomada após o advogado principal de Jairinho, Fabiano Lopes, ter infartado no último sábado (23). Ele é o advogado que liderava a equipe de defesa.
O ex-vereador chegou a pedir dispensa de toda a equipe de advogados.
Porém, Jairinho mudou o posicionamento após ser informado de que, em caso de mais um adiamento, ele poderia ser transferido de Bangu 8 para Bangu 1, conforme um pedido da Promotoria. A unidade é voltada para presidiários de alta periculosidade.
O julgamento
O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros da Costa e Silva, acusados da morte do menino Henry Borel, de quatro anos, começou nesta segunda-feira (25) no II Tribunal do Júri da Capital (RJ). Os dois respondem pelos crimes de homicídio, tortura e coação de testemunhas.
A condenação de Jairinho e Monique depende dos jurados, pessoas escolhidas para compor o Conselho de Sentença. Conforme o cronograma do julgamento, as testemunhas de acusação serão ouvidas no primeiro momento, entre elas o pai de Henry, Leniel Borel.
Ao todo, 26 testemunhas serão ouvidas. Em seguida, haverá escuta de peritos, acareações e, por último, o interrogatório dos acusados.

O caso
Henry Borel, na época com 4 anos, foi levado pela mãe, Monique, e pelo padrasto, Jairinho, para um hospital da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, na madrugada de 8 de março de 2021, com manchas roxas em várias partes do corpo.
Imagens divulgadas posteriormente mostram o menino sendo carregado já sem vida no elevador do prédio em que Monique morava com Jairinho. Segundo o laudo de necropsia, Henry sofreu 23 lesões na madrugada em que morreu.

