
Mulher de 27 anos morreu durante procedimento estético em BH
Reprodução/ Redes Sociais
Uma mulher de 27 anos morreu durante um procedimento estético realizado no Hospital IMO, no bairro Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, nesta terça-feira (26). Segundo o relato da equipe médica à Polícia, Bárbara Laura Souza Félix teve uma parada cardiáca durante o procedimento.
Segundo informações da Polícia Militar (PM), a paciente passou por uma cirurgia de lipoaspiração com enxertia glútea (procedimento para aumentar e remodelar os glúteos) quando apresentou complicações graves durante o procedimento.
A principal hipótese, segundo os médidos, é que ela apresentou embolia pulmonar. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar por volta das 13h.
De acordo com o boletim de ocorrência, Bárbara chegou ao hospital por volta das 6h30 desta terça, acompanhada de uma amiga, para realizar os procedimentos pré-operatórios. A cirurgia começou entre 7h40 e 8h30, conforme relatos da acompanhante e da equipe médica.
Segundo o médico responsável pela cirurgia, a paciente apresentou alteração na capnografia (exame que monitora a ventilação pulmonar) durante uma etapa da cirurgia. Na sequência, foi constatada uma parada cardiorrespiratória.
A equipe iniciou imediatamente manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), que duraram cerca de 1 hora e 12 minutos, mas a jovem não resistiu.
Familiares relataram à PM que foram informados sobre complicações durante a cirurgia por volta das 11h. Cerca de uma hora depois, receberam a confirmação da morte.
A direção do hospital informou à polícia que os exames pré-operatórios estavam dentro da normalidade e que entregou toda a documentação solicitada pela família.
A perícia da Polícia Civil esteve no local e o caso será investigado.
Morte em 2021
Esta não é a primeira morte registrada envolvendo procedimentos estéticos realizados no mesmo hospital.
Em dezembro de 2021, a servidora pública Lidiane Aparecida Fernandes Oliveira, de 39 anos, morreu após passar por uma abdominoplastia e uma lipoaspiração no IMO.
Na época, segundo familiares, ela começou a sentir fortes dores e falta de ar horas após a cirurgia. O Samu foi acionado e a paciente precisou ser transferida para o Hospital Vera Cruz, mas morreu no dia seguinte.
A Polícia Civil informou, à época, que a causa da morte também foi embolia pulmonar.
O marido de Lidiane afirmou que os procedimentos custaram R$ 20,5 mil. Segundo ele, o cirurgião responsável disse que a cirurgia havia transcorrido normalmente e que a paciente foi encaminhada ao quarto após o procedimento.
Ainda em 2021, foi informado que o instituto não possuía Centro de Terapia Intensiva (CTI).
Vídeos mais vistos no g1 Minas:
