
Projeto de biometano pode receber R$ 1 bilhão no Triângulo Mineiro
A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) abriu, nesta terça-feira (26), uma chamada pública para a produção de biometano no Triângulo Mineiro. O objetivo é transformar a região em um hub de transição energética no país, com um projeto inovador. O investimento de R$ 1 bilhão será feito em quatro cidades: Araxá, Indianópolis, Uberaba e Uberlândia.
A expectativa da Gasmig é oferecer 400 quilômetros de uma rede isolada para conectar os produtores a cerca de 1 milhão de pessoas. A estimativa é de que esse polo industrial possa produzir até 250 mil metros cúbicos por dia do combustível renovável, que será entregue no Triângulo e também no Centro-Oeste do estado, que já possui uma rede da companhia.
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Segundo a Gasmig, o montante pode posicionar Minas Gerais entre os principais polos produtores do Brasil. A iniciativa contempla flexibilidade logística.
Além da entrega direta na rede de distribuição a ser construída no Triângulo, os fornecedores podem propor o uso de gasoduto virtual, com transporte rodoviário. O modelo permite que produtores operem antes da conclusão da infraestrutura física de dutos, reduzindo o tempo entre investimento e geração de receita.
As propostas das empresas interessadas podem ser enviadas até 3 de junho 2026, e o contrato terá vigência de dez anos.
Anúncio ocorreu nesta terça-feira (26), em Belo Horizonte.
Cemig/Divulgação
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A matéria orgânica proveniente, por exemplo, de dejetos de animais ou de resíduos de soja, milho, cana-de-açúcar e outras plantações vira biomassa. A decomposição desse material gera biogás que, purificado, dá origem ao biometano. O biocombustível é muito semelhante ao gás natural, que vem do petróleo e não é renovável.
“A grande potencialidade da indústria do agro da região contribuiu muito para essa escolha, porque o biometano vem de um subproduto do agro. Fora isso, tem também a posição estratégica da região, que representa quase 9% do PIB de Minas Gerais, e a proximidade das plantas produtoras com o mercado consumidor, o que reduz o custo logístico”, disse o presidente da Gasmig, Gustavo de Marchi.
O presidente da Gasmig afirmou que confirmou, por estudo, o potencial de investimento de indústrias na região.
“Foi feito um estudo de mercado pra ver quem seriam os possíveis competidores da chamada pública. A gente acredita em um crescimento orgânico, que outros supridores vão surgir, isso inicia agora e a próxima onda é 2034. Nesse período, certamente outros interessados vão surgir no projeto”, afirmou.
A estimativa é de que 8% do gás distribuído no estado venha desse novo modelo. A Gasmig já havia realizado outros dois chamamentos, mas os processos foram descontinuados, segundo o presidente, por falta de regulamentação. A promessa é de que os avanços na legislação possam contribuir para o avanço dos investimentos na região, por meio do novo chamamento.
“Um novo decreto permite um compartilhamento de estrutura e a maturação do mapeamento do mercado consumidor, que foi o que fizemos no Triângulo Mineiro, e permite também o amadurecimento do projeto do gasoduto, ou seja, é um cenário mais propício em relação a esse projeto que vem desde 2023. Vamos começar pelo Triângulo e vamos fazer chegar também ao Centro-Oeste, onde um gasoduto foi inaugurado no ano passado”, explicou a secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Mila Corrêa.
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