
Jordan Campos, psicoterapeuta conhecido nas redes sociais e seguido por mais de 400 mil pessoas, virou alvo de uma operação do Ministério Público da Bahia nesta terça-feira (26). Ele é investigado por suspeita de abuso sexual, assédio e estelionato contra pacientes e alunas de cursos ligados à área terapêutica.
Agentes fizeram buscas no consultório e no imóvel ligado ao terapeuta, em Salvador. A Justiça também bloqueou mais de R$ 960 mil em bens e determinou que ele pare imediatamente de atender pacientes, dar cursos, palestras e mentorias.
As investigações começaram após relatos de mulheres que afirmam terem sido manipuladas durante sessões terapêuticas.

Segundo o Ministério Público, Jordan se aproximava de pacientes emocionalmente fragilizadas e usava a relação construída nos atendimentos para obter vantagens sexuais e financeiras.
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Até agora, quatro mulheres aparecem oficialmente como vítimas no inquérito. Três denunciaram crimes sexuais. Outra relatou perdas financeiras.
Os depoimentos chamaram atenção dos investigadores por um detalhe: as histórias eram parecidas. Mulheres com baixa autoestima, histórico de trauma ou dependência emocional relatam o mesmo tipo de abordagem.
Jordan atua há mais de 10 anos na área e mantém forte presença nas redes sociais, onde publica conteúdos sobre comportamento, relacionamentos e desenvolvimento pessoal.
O iG procurou Jordan Campos através do Instagram, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Mulheres relatam medo de denunciar
De acordo com a investigação, outras possíveis vítimas já foram citadas nos depoimentos, mas ainda não procuraram oficialmente as autoridades.
Segundo os relatos obtidos pelo MP, muitas mulheres teriam evitado denunciar por vergonha, medo da exposição e receio de não serem acreditadas.
A operação foi batizada de Catarse.
