Casos de síndrome gripal aumentam mais de 40% no Hospital de Oiapoque


Hospital Estadual de Oiapoque.
Divulgação/Sesa
O Hospital Estadual de Oiapoque registrou 166 atendimentos por síndrome gripal entre os dias 10 e 18 de maio deste ano. O número representa um crescimento de 43% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 116 casos.
O aumento acompanha o período sazonal das doenças respiratórias e tem atingido principalmente crianças e idosos, considerados mais vulneráveis, segundo dados divulgados pelo governo do estado na terça-feira (26).
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A enfermeira Bruna da Silva Nunes, responsável pelo Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do Hospital, relatou que o cenário era esperado.
“Na última semana tivemos um aumento na entrada de pacientes com síndromes gripais mais graves. O maior público tem sido crianças e idosos. Hoje, as maiores frequências identificadas são de Vírus Sincicial Respiratório e Rinovírus”, afirmou.
Dados divulgados
Entre os dias 10 e 18 de maio, o hospital encaminhou 22 amostras para análise laboratorial. Nove deram positivo: três para Vírus Sincicial Respiratório e quatro para Rinovírus. Os demais exames seguem em andamento.
Apesar do crescimento, o hospital informa que o quadro está sob controle. Há um paciente internado por síndrome respiratória aguda grave e outros cinco hospitalizados com pneumonia ou broncopneumonia.
Os dados mostram que a alta começou ainda nas primeiras semanas de 2026, são:
Semana 1 de 2026 – 223 atendimentos por síndrome gripal.
Semana 1 de 2025 – 85 atendimentos.
Aumento – 162% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Semana 3 de 2026 – 350 atendimentos, considerado o pico.
Semana 3 de 2025 – 85 atendimentos.
Além de rinovírus e vírus sincicial, também foram identificados casos de Influenza A, Adenovírus, Metapneumovírus e Covid-19.
A enfermeira Bruna Nunes, reforça que a vacinação contra a influenza continua sendo a principal forma de prevenção.
“A gente vem observando que muitas crianças não foram vacinadas. Por isso, orientamos que pais e responsáveis mantenham a vacinação em dia, evitem aglomerações, utilizem máscara quando estiverem gripados e procurem rapidamente uma unidade de saúde ao surgirem sintomas respiratórios”, disse.
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Em maio, o Hospital registrou duas mortes relacionadas ao surto de síndromes gripais: um bebê de 1 ano e 2 meses e um indígena de 85 anos.
Mortes registradas
Segundo o secretário adjunto hospitalar do Estado, Diego Conrado, o quadro piorou durante a internação. O caso está em análise no Laboratório Central de Saúde Pública do Amapá (Lacen-AP).
O bebê morreu em 15 de maio, após ter sido internado dois dias antes com febre persistente e dores abdominais.
“Foi feita a coleta da amostra e o resultado deve sair na próxima semana. Pelos dados epidemiológicos, há grande probabilidade de que a morte tenha sido causada pelo vírus. A criança chegou sem febre, mas dois dias depois apresentou novamente o sintoma e precisaria ser transferida para Macapá. Apesar dos cuidados para estabilização, o quadro se agravou rapidamente e em menos de 12 horas ela morreu”, explicou Conrado.
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