
Fotos mostram mulher de 27 anos morre durante procedimento estético em BH
Reprodução/Redes Sociais
O corpo de Bárbara Laura Souza Félix, que morreu durante uma cirurgia plástica, foi enterrado por volta das 16h desta quarta-feira (27), no Cemitério da Paz, na Região Noroeste de Belo Horizonte. A mulher passou mal durante uma lipoaspiração.
De acordo com o relato da equipe médica à Polícia Militar, Bárbara fazia uma lipoaspiração com enxertia glútea (procedimento para aumentar e remodelar os glúteos), quando apresentou complicações graves e sofreu uma parada cardíaca. O procedimento foi realizado nesta terça-feira (26), no Hospital IMO, no bairro Lourdes, na Região Centro-Sul da cidade (veja nota do hospital abaixo).
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A Polícia Civil informou que realizou perícia no hospital para coletar vestígios que vão ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) André Roquette, em Belo Horizonte.
Em nota, o Hospital IMO lamentou a morte da paciente e informou que presta apoio à família, com acesso a documentos e acompanhamento psicológico. A unidade afirmou que todos os protocolos foram seguidos e que uma avaliação preliminar aponta para a hipótese de embolia gordurosa, uma complicação rara associada a procedimentos como a lipoescultura.
Ainda segundo o hospital, os exames pré-operatórios estavam dentro da normalidade, e toda a documentação solicitada foi entregue à família.
Mulher morre durante cirurgia plástica em BH
Entenda
De acordo com o boletim de ocorrência, Bárbara chegou ao hospital por volta das 6h30 desta terça, acompanhada de uma amiga, para realizar os procedimentos pré-operatórios. A cirurgia começou entre 7h40 e 8h30, conforme relatos da acompanhante e da equipe médica.
Segundo o médico responsável pela cirurgia, a paciente apresentou alteração na capnografia (exame que monitora a ventilação pulmonar) durante uma etapa da cirurgia. Na sequência, foi constatada uma parada cardiorrespiratória.
A equipe iniciou imediatamente manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), que duraram cerca de 1 hora e 12 minutos, mas a jovem não resistiu.
Familiares relataram à PM que foram informados sobre complicações durante a cirurgia por volta das 11h. Cerca de uma hora depois, receberam a confirmação da morte.
Morte em 2021
Esta não é a primeira morte registrada envolvendo procedimentos estéticos realizados no mesmo hospital.
Em dezembro de 2021, a servidora pública Lidiane Aparecida Fernandes Oliveira, de 39 anos, morreu após passar por uma abdominoplastia e uma lipoaspiração no IMO.
Na época, segundo familiares, ela começou a sentir fortes dores e falta de ar horas após a cirurgia. O Samu foi acionado e a paciente precisou ser transferida para o Hospital Vera Cruz, mas morreu no dia seguinte.
A Polícia Civil informou, à época, que a causa da morte também foi embolia pulmonar.
O marido de Lidiane afirmou que os procedimentos custaram R$ 20,5 mil. Segundo ele, o cirurgião responsável disse que a cirurgia havia transcorrido normalmente e que a paciente foi encaminhada ao quarto após o procedimento. Ainda em 2021, foi informado que o instituto não possuía Centro de Terapia Intensiva (CTI).
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