
O ex-presidente dos EUA, Joe Biden, em foto com sua esposa, Jill Biden, e o gato do casal, em imagem divulgada em 19 de maio de 2025.
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E ex-primeira-dama dos EUA, Jill Biden, disse em entrevista ter pensado que o marido, Joe Biden, estava sofrendo um derrame durante o debate contra Trump que sepultou sua candidatura à reeleição, em junho de 2024.
“Fiquei assustada, porque nunca tinha visto o Joe daquele jeito, nem antes nem depois. Nunca”, disse, Jill, ao site americano CBS News. “Não sei o que aconteceu. Enquanto assistia, pensei: ‘Meu Deus, ele está tendo um derrame’. E isso me assustou demais.”
O debate ocorreu em 27 de junho de 2027, e seu desempenho contra Trump levantou dúvidas relacionadas à sua idade — ele já tinha 81 anos — e aptidão cognitiva para um segundo mandato.
Durante a disputa, Biden apresentou voz rouca — atribuída a um resfriado —, pouco entusiasmo e hesitou em diversos momentos. Trump, por outro lado, despejou uma série de mentiras com calma e de forma assertiva, sem ser corrigido por Biden.
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Depois do evento, vozes do próprio Partido Democrata começaram a defender, nos bastidores, a troca da cabeça de chapa para a disputa que ocorreria em novembro e seria vencida por Trump.
Durante semanas, Biden resistia à pressão de diversas maneiras. Ele deu entrevistas, fez uma reunião com governadores democratas e negou alegações de que sofria um declínio cognitivo e físico. Biden afirmou várias vezes que não iria desistir e que venceria a eleição.
No entanto, nos últimos dias, os rumores de desistência aumentaram. O ex-presidente Barack Obama e a ex-líder da Câmara Nancy Pelosi, duas fortes vozes no partido, demonstraram insegurança com o atual presidente.
No dia 21 de julho daquele ano, Biden finalmente cedeu e anunciou a desistência da candidatura, ao mesmo tempo em que defendeu que Kamala Harris, que até o momento concorria novamente para vice, assumisse seu posto. O partido tornou oficial a candidatura de Harris no mês seguinte.
